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Turismo: Zonas não saturadas poderão receber mais visitantes
Quarta, 09/01/2019
A capacidade de Macau receber mais visitantes está directamente relacionada com os transportes e com as ofertas desenvolvidas para zonas não saturadas. É o que defende a directora dos Serviços de Turismo, convidada desta manhã no programa Fórum Macau para falar sobre o tema, juntamente com o presidente da Associação da Indústria Turística e o vice-presidente da União Geral das Associações de Moradores.

“Em termos de capacidade, temos de continuar a fazer evoluir muitas áreas, sobretudo o transporte, e também temos de continuar a desenvolver actividades e considerar as diferentes ofertas que podem ser promovidas sobre as diferentes zonas de Macau”, afirmou Helena de Senna Fernandes após o programa.

Os Serviços de Turismo estimam que em 2018 Macau tenha atingido o recorde de 35 milhões de visitantes. O impulso foi dado com a entrada em funcionamento da nova ponte sobre o Delta, no final de Outubro.

Alguns ouvintes que ligaram para o programa manifestaram preocupação com a qualidade de vida na cidade face à entrada de mais visitantes. Helena de Senna Fernandes defende que deve encontrar-se um equilíbrio entre a entrada de visitantes e a qualidade de vida dos residentes.

“Vamos continuar a trabalhar com as diferentes associações e com os diferentes parceiros, porque há zonas que têm possibilidade de desenvolver em termos turísticos, mas outras não estão preparadas. Não vamos promover Macau como todo um destino turístico, porque isso também não é viável. Vamos continuar a trabalhar com as diferentes associações para ver quais são as possibilidades”, acrescentou.

Há quatro anos, o secretário para os Assuntos Sociais e Cultura avançou a ideia de negociar com o Governo Central para impor limites à entrada de turistas chineses em Macau. Alexis Tam anunciou então que gostaria de ver limitado o número de turistas que entram em Macau, já que o seu elevado volume estava a prejudicar a qualidade de vida da população.

“Esta proposta foi apresentada e discutida, mas claro que o Governo Central tem apoiado muito. Mas é muito difícil aplicar muitos controlos. Eu também reconheço que há muitas solicitações dentro de toda a China, sobretudo agora com a abertura da ponte. O Governo Central tem sempre correspondido às nossas solicitações, mas claro que há sempre dificuldades que também temos de reconhecer”, reagiu Helena de Senna Fernandes.

A directora dos Serviços de Turismo falou ainda da nova mascote de Macau. Um colhereiro-de-cara-preta chamado “MAK MAK”, inspirado no Farol da Guia desenhado por um designer local. O turismo está em conversações com o Fundo das Indústrias Criativas para abrir os direitos de autor, com vista à produção de merchandising por diferentes empresas.

A mascote já está a ser usada em feiras internacionais, e integra o Festival de Luzes, nos Lagos Nam Van. E a directora dos Serviços de Turismo explica que tiveram a ideia do merchandising inspirado na estratégia desenvolvida pelo Japão para a mascote Kumamon, criada pelo governo da prefeitura de Kumamoto.

“Ultimamente recebemos várias solicitações através de email a perguntar onde é que se pode comprar artigos ou objectos que tenham o Mak Mak como anfitrião. Temos a experiência internacional do Japão”, afirmou.

“Tivemos uma primeira conversa [com o Fundo das Indústrias Criativas] em Dezembro. Agora temos de estudar exactamente como é que se concretiza, porque também não podemos abrir os direitos de autor e depois as pessoas utilizam o Mak Mak para fazer produtos de baixa qualidade. Não queremos isso, queremos um produto que pode representar Macau e ser uma maneira de promover Macau em todo o mundo. Achamos que temos de ter pelo menos um controlo sobre a qualidade dos produtos que vão ser produzidos, e também temos sempre a possibilidade de retirar esta colaboração quando as empresas infringem qualquer regulamento”, explicou.

Alguns ouvintes do Fórum Macau sugeriram o urso Bobo para mascote. “Vamos estudar. Não posso dizer sim ou não agora mesmo, porque é a primeira vez que estamos a ouvir esta sugestão. Vamos entrar em contacto com os serviços pertinentes”, respondeu Helena de Senna Fernandes.

Fátima Valente