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AL reúne-se com Jockey Club e questiona finalidade do lote
Quinta, 03/01/2019
A comissão da Assembleia Legislativa que acompanha a concessão do exclusivo da exploração de corridas de cavalos conseguiu por fim ter acesso à informação que pediu sobre os planos de investimento do Macau Jockey Club. O esclarecimento surge quase um ano depois de o Governo ter decidido renovar a concessão por mais 24 anos, com a empresa a declarar prejuízos acumulados de quatro mil milhões de patacas e uma dívida ao Executivo de 200 milhões de patacas.

Os deputados estiveram reunidos com o director da Inspecção e Coordenação de Jogos, Paulo Martins Chan, e o director executivo do Jockey Club, Thomas Li. O encontro aconteceu na mesma semana em que o Governo e a empresa assinaram uma adenda ao contrato de concessão do exclusivo de corridas, assinado em Março.

Estão previstas obras nas actuais instalações, mas também a construção hotéis, parques de estacionamento, lojas, escritórios, uma escola de equitação e, no meio da pista de cavalos, um parque público e campos de ténis.

Ella Lei, presidente da Comissão de Acompanhamento para os Assuntos de Terras e Concessões Públicas, resume a informação que recebeu agora do gabinete do Chefe do Executivo e que consta da adenda ao contrato: “Na primeira fase, com início previsto para 2020, vai haver átrios e passagens para peões. A segunda fase vai ser iniciada em 2022 e terminar em 2025, com instalações exclusivas para sócios. A terceira fase diz respeito à escola de equitação e um parque temático, que vai ser iniciada em 2023 e finalizada em 2026. A quarta fase tem que ver com um aparthotel e um hotel de duas estrelas, com conclusão prevista para 2026”.

Caso os planos não sejam cumpridos, o Jockey Club pode perder a concessão.

Os projectos de desenvolvimento têm ainda de ser aprovados pelas Obras Públicas. Ella Lei diz que falta ver se os planos estão de acordo com os termos da concessão: “A finalidade o terreno permite ou não a construção de hotéis? De acordo com um representante das Obras Públicas, o Jockey Club tem de apresentar a planta de condicionamento urbanístico e um projecto. Também tem de fazer uma avaliação do impacto ambiente. Será preciso também ver se é necessário rever a concessão”.

A deputada indica que o terreno tem finalidade turística. Apesar das dúvidas, a comissão entende que os planos do Jockey Club “beneficiam a população”.

Sónia Nunes