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Jockey Club promete investimento mínimo de 3,5 mil milhões
Quinta, 03/01/2019
O Macau Jockey Club reviu em alta os planos de investimento para o terreno onde explora as corridas de cavalos, com cerca de 400 mil metros quadrados. A empresa avança agora com valores entre 3,5 mil milhões e 4,5 mil milhões de patacas para projectos de requalificação do lote. Os planos incluem a construção de um hotel de duas estrelas e de um aparthotel.

São dados novos que o Macau Jockey Club e o Governo apresentaram hoje aos deputados – três dias depois de ter sido revelada a existência de uma adenda ao contrato da empresa para o exclusivo das corridas de cavalos. A informação veio publicada no Boletim Oficial de segunda-feira, através de uma delegação de competências no secretário para a Economia e Finanças para representar Macau na escritura pública. O Governo não prestou mais esclarecimentos.

“Da adenda consta os projectos concretos de desenvolvimento, tal como a calendarização, nomeadamente a renovação de algumas partes do Jockey Club. Há também novas construções. Uma grande parte é destinada ao público: espaços de lazer, um museu, uma escola de equitação, e uma área comercial”, revela o director da Inspecção e Coordenação de Jogos, Paulo Martins Chan.

A adenda, acrescenta, inclui também uma “cláusula estipulando que o incumprimento do contrato por razões imputáveis ao Jockey Club pode conduzir à revogação ou suspensão do contrato”.

Em 2017, a Companhia de Corridas de Cavalos declarou prejuízos líquidos de 110 milhões de patacas. A empresa deve ainda 112 milhões de patacas ao Governo – um valor que está a ser pago em prestações mensais.

Paulo Martins Chan garante ainda que este ano (e ao contrário do que aconteceu na última década) a empresa vai pagar ao Governo os 15 milhões de patacas que está obrigada a pagar todos os anos pelo exclusivo das corridas - isto apesar de no Orçamento para 2019 estar apenas prevista a cobrança de mil patacas pela renda da concessão.

“É meramente uma técnica de contabilidade. As Finanças não sabem o que vai acontecer no futuro. Vendo que em 2018 houve dispensa do pagamento, tiveram a cautela de colocar um valor mínimo de mil patacas. Em termos contabilísticos, se passa a ser [inscrito na previsão de receitas] zero, futuramente, não pode entrar dinheiro na rubrica”, justificou o director.

Sónia Nunes