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Agnes Lam quer mais consulados dos países lusófonos em Macau
Terça, 18/12/2018
A deputada Agnes Lam considera que “a função aglutinadora da plataforma de Macau parece não ser muito clara”, porque tem apenas 13 corpos diplomáticos - quatro consulados-gerais e nove consulados honorários - apontando, por exemplo, a ausência do Brasil.

“Entre [as representações diplomáticas], os consulados-gerais de Angola, Portugal e Moçambique correspondem melhor às necessidades da nossa plataforma, mas há ainda muitos países lusófonos que não têm escritórios de alto nível em Macau, especialmente o Brasil, que é uma relevante entidade económica”, afirmou, numa intervenção antes da ordemd o dia no hemiciclo.

“Uma vez que Macau desempenha o papel de plataforma, lutar para que todos os países lusófonos instalem consulados em Macau é benéfico, a longo prazo, para a promoção das relações entre a China e os Países de Língua Portuguesa, especialmente em termos de coordenação transnacional e de discussão de assuntos. Concentrar os escritórios de alto nível dos países lusófonos cria vantagens para Macau, pelo que espero que o Governo promova, de forma mais activa, os respectivos trabalhos”, acrescentou.

Agnes Lam apontou ainda a falta de voos de longa distância no aeroporto de Macau e disse que as autoridades devem estudar a viabilidade de ligações directas para destinos como Portugal e Brasil.

Sublinhou ainda que, com a entrada em funcionamento da Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau, a pressão da concorrência proveniente do aeroporto de Hong Kong deverá aumentar: “Este aeroporto goza do estatuto de entreposto, as suas infra-estruturas são perfeitas e os voos são diversificados”.

“Em contraste, o aeroporto de Macau é mais desactualizado em vários aspectos. Se as vantagens de Macau enquanto plataforma para o intercâmbio regional entre a China e os Países de Língua Portuguesa não forem no mínimo bem aproveitadas, o papel desempenhado por Macau na economia inter-regional vai ser, sem dúvida, enfraquecido”, observou.

Fátima Valente