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Caso Ao Man Long: Ex-secretário em silêncio
Segunda, 16/04/2012

De fato escuro e camisa cinzenta, Ao Man Long entrou sereno e a olhar para o chão. Explicou, poucos minutos depois, que não pretende falar durante o julgamento. Questionado pelo presidente do Tribunal de Última Instância (TUI), Sam Hou Fai, sobre a existência de mais processos, disse que “este é o último” julgamento. Precisou apenas que recebeu a acusação referente ao corrente processo em Julho, tendo depois reiterado que opta pelo silêncio. “Opto por não responder”, disse.

 

Lida a acusação, houve tempo para ouvir as primeiras testemunhas. No TUI compareceram Jaime Carion, director dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT), e Chan Hon Kit, actual coordenador do Gabinete para o Desenvolvimento de Infra-estruturas que, à época dos factos, era um dos subdirectores de Carion.

 

Tanto o director como o antigo subdirector repetiram o que disseram nos outros julgamentos: recebiam indicações de Ao Man Long que se limitavam a cumprir, sem questionar, quanto às empresas a receberem as obras. Jaime Carion acrescentou que o ex-secretário o “convenceu” de que era do interesse público escolher as empresas a desenvolverem empreitadas públicas, uma vez que no período pós-transferência eram poucas as obras. “O secretário disse-me que não valia a pena as obras irem para a mesma empresa, que tinha de equilibrar essas matérias”, referiu.

 

À semelhança do que aconteceu nos julgamentos anteriores, o Ministério Público não deu mostras de querer questionar as testemunhas sobre a legalidade dos actos que praticaram ao acatarem as ordens alegadamente ilegais dadas pelo ex-secretário.

 

A próxima sessão de audiência está marcada para quarta-feira.