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Central de Taishan entrou em funcionamento
Sábado, 15/12/2018
Mais de dez anos depois do início da construção, começou esta semana a funcionar um reactor da central nuclear de Taishan, a cerca de 70 quilómetros de Macau.

É o primeiro de uma nova geração de reactores a estrear-se, e a entrada em funcionamento surgiu ao fim de vários adiamentos e problemas de segurança.

De acordo com o South China Morning Post, o início de operações foi confirmado pela Central Nuclear de Taishan, que prometeu avançar detalhes apenas depois de cumpridas formalidades burocráticas junto da China Southern Power Grid.

O projecto da central nuclear de Taishan, a 67 quilómetros de Macau, foi lançado em Novembro de 2007 com a previsão de que entrasse em funcionamento em 2013, data que foi sendo sucessivamente adiada devido a vários problemas, incluindo fissuras detectadas num reactor.

A central de Taishan resulta de uma parceria entre o China General Nuclear Power Group e a Electricité de France e é a primeria no mundo a operar comercialmente recorrendo a reactores de água pressurizada.

Esta tecnologia promete avanços na segurança e na eficiência relativamente aos reactores convencionais, e também é esperada produzir menor quantidade de resíduos.

Segundo foi anunciado ontem, o primeiro reactor entrou em funcionamento na quinta-feira e o segundo, de acordo com o South China Morning Post, que cita um prota-voz do complexo nuclear, deve começar a funcionar no próximo ano.

Em Junho, a agêncio FactWire, de Hong Kong, informou que um reactor da central começou a funcionar em segredo, masm segundo a rádio pública de Hong Hong, RTHK, não houve qualquer confirmação oficial desta notícia.

Em meados de Junho, a FactWire avançava ainda que, uma semana antes do alegado início de operações, a Administração Nacional para a Segurança Nuclear tinha identificado seis problemas na central, tais como falhas no equipamento, incluindo nos sistemas de monitorização dos reactores, bem como erros humanos na resposta a falsos alarmes.

Já no final do ano passado, esta agência de notícias tinha revelado que foram detectadas fissuras em componentes importantes de um reactor.

Depois de preocupações levantadas em Macau quanto à segurança da central nuclear de Taishan, o Governo defendeu que o território fica “fora da zona do plano de emergência nuclear”, pelo que “não é necessário tomar medidas especiais”.

Hugo Pinto