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Terminal de autocarros das Portas do Cerco reabre no sábado
Quinta, 13/12/2018
O terminal subterrâneo de autocarros das Portas do Cerco reabre no Sábado. As primeiras carreiras partem do terminal por volta das cinco da manhã.

Estava encerrado há mais de um ano, desde as inundações do tufão Hato, e reabre agora renovado, com cerca de metade das carreiras habituais. Antes eram 24, agora passam a ser 13. Mas levam 60 por cento dos passageiros que faziam uso do terminal. Uma medida tomada depois de um inquérito a utentes, comerciantes e moradores. que serviu de base para a definição das carreiras.

O impacto no trânsito da reabertura do terminal rodoviário é no entanto uma incógnita. O chefe substituto da divisão de transportes dos Servios de Tráfego, Ho Chan Tou, afirmou que é “preciso continuar a acompanhar a situação” do tráfego nas Portas do Cerco.

Já em Setembro, o director da DSAT, Lam Hin San, tinha dito justificado que atendendo ao grande congestionamento naquela zona da cidade, nem todas as carreiras iriam ser repostas.

Sete (1, 3, 10, 25, 25B, AP1 e MT4) das 13 carreiras partem do terminal rodoviário, enquanto outras cinco (17, 27, 30, 34 e 51A) vão ter nas Portas do Cerco uma paragem. Por fim, a carreira 3X vai apenas passar pelo terminal subterrâneo para a largada de passageiros. É preciso ir apanhar o autocarro 3X na paragem do Istmo Ferreira do Amaral.

Outras 11 carreiras mantêm a passagem pelas imediações nas paragens criadas depois das inundações do Hato, em 23 de Agosto, que levou ao encerramento do terminal.
Um terminal que agora dispõe de três zonas climatizadas fechadas e duas zonas abertas, todas equipadas com ar condicionado. A iluminação natural e artificial melhorou com janelas mais largas e com sistema de ventilação e exaração de fumo.

Há mais salas de descanso para motoristas e mais bancos para passageiros com necessidades especiais esperarem pelos autocarros. Além de melhorias nas casas de banho, uma das novidades é uma sala de amamentação.

As obras foram faseadas e ficaram praticamente prontas em Novembro. Terminam em Março do próximo ano, quando deverá estar concluída a instalação de portas contra inundações. Durante a passagem o Hato as cheias atingiram “quase metro e meio de altura”, disse Ho Chan Tou. Um nível, que de acordo com Steven Tou, do Gabinete para o Desenvolvimento de Infra-estruturas, deverá estar acautelado com as novas barreiras anti-cheias.

Steven Tou também indicou que a obra, até Março, tem um custo total de 170 milhões de patacas.

Fátima Valente