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Sulu Sou: "Afastamento de juristas foi demissão dissimulada"
Terça, 11/12/2018
Sulu Sou chama de “demissão dissimulada” à não renovação dos contratos dos juristas Paulo Cardinal e Paulo Taipa com a Assembleia Legislativa.

No período antes da ordem do dia do plenário da tarde desta terça-feira, o democrata lamentou o afastamento dos dois juristas.

“A decisão que despede de forma dissimulada os assessores contradiz o objectivo de ver os trabalhos da Assembleia aperfeiçoados e preocupa muitos deputados e o público”, começou por dizer Sulu Sou.

O deputado lembrou que “ao contrário do que aconteceu com a maioria dos assessores que saíram da Assembleia Legislativa”, os juristas em questão “não demonstraram qualquer vontade em sair”. O público, no entender do democrata, devia “ser esclarecido” sobre os dois afastamentos.

A fechar a intervenção, Sulu Sou citou o antigo deputado Leonel Alves: “Os dois assessores são e serão elementos indispensáveis para manter a qualidade do trabalho legislativo. Ninguém consegue entender qual é o interesse público que não permite a renovação dos contratos em causa. Uma decisão deste nível não se pode cingir apenas à eventual caducidade dos contratos. A saída dos dois juristas vai ser uma perda para a Assembleia e para a sociedade”.

Paulo Cardinal e Paulo Taipa deixam de prestar serviço na Assembleia Legislativa no final deste mês. No momento em que foram revelados os afastamentos, o presidente da Assembleia, Ho Iat Seng, falou em renovação dos quadros jurídicos do hemiciclo.

João Picanço