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Croupiers: Conselho para Desenvolvimento analisa importação
Terça, 11/12/2018
A autorização da importação de “croupiers” foi hoje pela primeira vez defendida numa reunião do Conselho para o Desenvolvimento Económico, revelou Vong Kok Seng, membro do organismo, no final do encontro anual realizado esta manhã e que foi presidido pelo Chefe do Executivo, Chui Sai On.

De acordo com Vong Kok Seng, chefe da Secção para o Estudo das Políticas de Recursos Humanos do Conselho para o Desenvolvimento Económico, organismo consultivo criado em 2007, o Governo não se comprometeu com uma opinião sobre a importação de “croupiers”, tendo apenas ouvido os argumentos favoráveis à medida.

Segundo Vong, “foi referido que existe uma grande procura por ‘croupiers’ e é por isso que alguns membros sugeriram que, no processo de desenvolvimento e expansão da indústria do jogo, essa procura ainda pode vir a ser maior, de tal modo que o mercado laboral doméstico terá dificuldades em satisfazer essa procura. Como tal, seria uma boa ideia fixar uma percentagem de ‘croupiers’ que possam ser importados”.

Vong Kok Seng disse que entre os argumentos a favor da importação de “croupiers” está também o facto de, em caso de crise, os despedimentos poderem afectar, primeiramente, a mão-de-obra importada: “Quando se estiver numa situação em que a indústria do jogo está em declínio e se se tiver de despedir alguns trabalhadores, estes ‘croupiers’ importados serão os primeiros a serem dispensados”.

Em Março de 2012, um estudo do Centro Pedagógico e Científico da Área do Jogo, do Instituto Politécnico de Macau, recomendou que Macau devia começar a importar “croupiers”, depois de o Centro de Formação de Croupiers ter anunciado que a procura nos cursos oferecidos pela instituição estava a aumentar.

Pouco depois, três associações da área do jogo entregaram uma petição ao Chefe do Executivo defendendo que não autorizasse a importação de mão-de-obra para preencher certas vagas nos casinos, nomeadamente “croupiers”, supervisores e motoristas das carrinhas dos casinos.

Para Vong Kok Seng, que também é vice-presidente da Associação Comercial, deve-se “importar adequadamente” trabalhadores para determinadas áreas de actividade.

Nesse sentido, o responsável disse que na reunião plenária de hoje foi pedido ao Governo o “aperfeiçoamento” dos procedimentos, porque, em alguns sectores, foi identificada uma significativa falta de mão-de-obra: “Em alguns sectores com muita falta de recursos humanos, deve-se importar adequadamente trabalhadores. Esperamos que possa ser aperfeiçoada esta medida de importação, por exemplo, no sector das convenções e exposições, quadros bilingues, medicina tradicional chinesa, motoristas, serviços e construção civil”.

Vong Kok Seng espera, ainda, que os prazos dos contratos possam ser estendidos para além do actual limite de dois anos, para que as condições oferecidas em Macau sejam mais atractivas.

Segundo o responsável, na reunião de hoje foi manifestada esperança de melhorias por parte do Governo na definição de “políticas a longo prazo” para os recursos humanos.

O Governo não ofereceu respostas, apenas fez saber que “vai recolher todas as opiniões e depois é que vai tomar medidas”, explicou Vong.

Hugo Pinto