Em destaque

19 de Fevereiro 2019: às 12h30, o BNU negociava 1 euro por 9.16 patacas e 1.12 dólares norte-americanos.

Reforma política: última consulta marcada por contestações
Domingo, 15/04/2012

A última, de dez sessões de consulta pública sobre a reforma política, não trouxe grandes novidades quanto às opiniões expressas. A maioria dos intervenientes concorda com a fórmula 2+2 para a Assembleia Legislativa e de mais 100 elementos para o Colégio Eleitoral do Chefe do Executivo. Mas a sessão de hoje, ficou marcada por algumas confusões, com seis pessoas retiradas da sala. 

 

Wong Wai Man, representante da Associação do Mútuo Auxílio, gritou “não temos liberdade” e foi ordenado a deixar o grande auditório do Centro Cultural pelo director dos Serviços de Administração e Função Pública. José Chu acusou o dirigente associativo de estar “a perturbar a sessão” e alguns dos seguranças à paisana que se sentavam entre o público, levantaram-se e levaram Wong Wai Man para fora da sala com recurso à força.

 

Na plateia estava também o Chefe do Executivo, que assistiu à interpelação dos seguranças a mais cinco pessoas para que abandonassem o local. Entre as seis pessoas que foram obrigadas a sair, o maior aparato aconteceu na saída de Wong Wai Man – o manifestante detido durante as manifestações do 1º de Maio do ano passado – e do último contestatário, Leung Chek, que reclamava por não lhe ser dado tempo para intervir.

 

Mas houve outros tipos de contestação. Um grupo de jovens levantou vários cartazes com mensagens, dizendo, um deles "melhorar a democracia, reduzir os deputados indirectos".

 

Mas, apesar destas manifestações, a maioria levantou-se para defender a fórmula 2+2 para a Assembleia Legislativa, com a mesma justificação de “ser o mais adequado à realidade de Macau”, uma cidade de “associações”. Também houve consenso, entre os que usaram da palavra, no que toca ao crescimento do Colégio Eleitoral do Chefe do Executivo em 100 para um total de 400 membros.

 

Ainda nesta sessão, alguns insistiram que um dos dois lugares propostos para a via indirecta devia ser ocupado por um jovem. E, entre os 22 intervenientes, apenas um defendeu a redução dos nomeados. Cheong Siu Kin quer mudanças mais progressistas. “nas últimas consultas públicas, se as pessoas manifestassem querer um sufrágio universal, vinham os dirigentes dizer que não podemos copiar os outros, como, por exemplo, os EUA. Mas então porque é que muitos residentes, como eu, decidiram emigrar para os EUA? Por isso, espero que na próxima eleição para a Assembleia Legislativa sejam reduzidos três deputados nomeados”, apontou.

 

Esta última sessão, da série de dez consultas públicas sobre a reforma política, contou, segundo o Governo, com uma audiência de 598 pessoas e havia um total de 24 pedidos de intervenção.