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DSEJ: Professores de português suficientes apesar da procura
Quarta, 05/12/2018
Macau conta com 90 professores de português no ensino não superior, sendo que 40 estão nas escolas públicas e 50 nas privadas. Os dados foram fornecidos esta quarta-feira pelos Serviços de Educação e Juventude (DSEJ), que acrescentaram que a procura do português tem aumentado.

“As escolas públicas têm vindo a promover o estudo bilingue, no entanto também verificamos que nas escolas privadas, o número de estudantes de português duplicou nos últimos dez anos. Neste momento temos mais de 4.000 estudantes de português nas escolas particulares. Quanto ao número de professores achamos que temos os suficientes. Para além dos que estão a ensinar em Macau, temos vindo a atribuir bolsas de estudo para os nossos estudantes irem para Portugal”, disse Kong Ngai, chefe do Departamento de Ensino dos Serviços de Educação e Juventude.

O objectivo, acrescentou Kong Ngai, é que os estudantes que estão a cursar português além-fronteiras venham, no futuro, a integrar os quadros bilingues de Macau. De momento há 81 residentes a estudar para serem professores de português, com sete a terem em vista leccionar em turmas bilingues.

Durante a Reunião Conjunta dos Conselhos de Educação para o Ensino Não Superior e de Juventude foi assinado o protocolo entre a DSEJ e a Associação Promotora da Instrução dos Macaenses (APIM), para a entrada do Jardim de Infância D. José da Costa Nunes no sistema de escolaridade gratuita a partir do próximo ano lectivo.

O Costa Nunes vai receber um subsídio de 950 mil patacas por turma e os pais ficam isentos de pagar propinas.

“Os encarregados de educação vão ter um subsídio para as propinas no valor de 19.140 patacas. Não vai haver qualquer alteração no programa curricular do Jardim de Infância”, acrescentou o chefe de departamento de ensino da DSEJ.

Recordamos que esta terça-feira, em declarações à rádio, o presidente da APIM, Miguel de Senna Fernandes, já havia garantido que a filosofia da escola vai continuar igual. A única diferença vai ser mesmo o fim das propinas.

Na mesma sessão foi apresentado o plano de estudo chamado “Instrumento de avaliação da atitude e desenvolvimento afectivo dos alunos de Macau”. A iniciativa parte da Universidade de Macau e do Centro de Estudos de Ciência de Educação e procura compreender as atitudes e situação emocional dos estudantes.

João Picanço