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Alexis Tam: Aposta na Educação é superior a países da OCDE
Terça, 04/12/2018
Depois de defender a “excelência” dos serviços médicos em Macau e dizer que o território não fica atrás de nenhum país no que toca a cuidados de crianças com necessidades especiais, Alexis Tam voltou hoje a elogiar o trabalho desempenhado nas áreas que tutela.

Na Assembleia Legislativa pelo segundo dia para debater com os deputados as Linhas de Acção Governativa para os Assuntos Sociais e Cultura, o secretário destacou que Macau está a apostar mais e melhor na Educação do que os países da OCDE.

Para o governante, os resultados dos alunos mostram isso mesmo: “Em comparação com os outros locais, acho que as nossas medidas são mais adequadas, nomeadamente em comparação com a Europa, em comparação com os países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE). Nós até apostamos mais em comparação com esses países na área da Educação. Os nossos estudantes têm um resultado melhor do que os estudantes dos países da OCDE, nomeadamente na matemática, leitura, na ciência”.

De acordo com o secretário, os orçamentos na área da educação têm vindo a aumentar. Alexis Tam revelou que o ensino básico conta com um orçamento de 13 mil milhões de patacas e também avançou números do ensino superior: “Na Universidade de Macau, o orçamento aprovado para 2019 atinge 2,5 mil milhões de patacas. No Instituto Politécnico é de 900 milhões. No ensino básico, o orçamento ultrapassa 13 mil milhões. Todos os anos, o orçamento está a crescer. Tanto no ensino superior como no ensino básico, o sucesso é graças à aposta do Governo”.

Alexis Tam respondia aos deputados Chan Hong e Chui Sai Peng, que disse que “investir é fácil”, mas pediu resultados.

Na resposta, o secretário destacou o contributo em várias áreas por parte dos alunos formados nas instituições de Macau.

Segundo Alexis Tam, também o subsídio que os docentes recebem para desenvolvimento profissional tem vindo a aumentar. Em 2012, o montante era de 8.640 patacas, em 2017/2018 10.350, enquanto no próximo ano lectivo será de 10.674 patacas.

Tal como tinha feito ontem, também hoje Alexis Tam voltou a defender o tratamento precoce de crianças com necessidades especiais, mas agora destacando o apoio às famílias em situação vulnerável.

Referindo que na Europa e noutros locais do mundo os Estados têm vindo a reduzir garantias, em Macau o secretário considera que existe o melhor regime de regalias e bem-estar a nível mundial: “O regime de bem-estar e de regalias de Macau é o melhor do mundo. Nos outros locais, as pessoas têm de pagar para receber o serviço de tratamento precoce. Em Macau é gratuito. Além disso, o tempo de espera também é curto. E vamos contratar mais terapeutas”.

Mas Alexis Tam reconhece que a oferta de regalias e serviços de apoio social tem um custo que é preciso controlar, sob pena de se tornar insustentável: “Não sei se, no futuro, [o Governo] pode ou não continuar a suportar uma despesa tão grande. Por isso, temos de usar bem o erário público”.

Ainda no âmbito da Educação, em resposta a vários deputados que defenderam o investimento na formação de quadros bilingues, Alexis Tam considerou que tem havido um reforço dessa aposta: “No ano lectivo de 2014/2015, havia 919 estudantes a aprender português [nas instituições de ensino superior]. No ano passado havia 1349 estudantes, um aumento de 47 por cento”.

Segundo o secretário, também no ensino secundário houve uma subida significativa: em 2012 havia 20 escolas privadas com cursos de português para 2200 estudantes, enquanto actualmente há 37 escolas privadas com ensino de português e cerca 4400 alunos.

Hugo Pinto