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Alexis Tam: Despesas “astronómicas” dão resultados na saúde
Segunda, 03/12/2018
O secretário para os Assuntos Sociais e Cultura descreveu como “astronómico” o orçamento para as despesas médicas em Macau, mas considerou que o investimento tem dado bons resultados, com serviços que, para Alexis Tam, são de “excelência”.

Na Assembleia Legislativa para apresentar e debater com os deputados as Linhas de Acção Governativa para as áreas que tutela, Alexis Tam revelou que, para o próximo ano, estão previstos 8,5 mil milhões de patacas para as despesas médicas.

O encargo, explicou o secretário, é suportado em mais de 70 por cento pelo Executivo: “O Governo tem como custos para a área médica 74 por cento em relação ao total. A população só paga 26 por cento”.

Para ilustrar o compromisso do Executivo com a melhoria dos serviços na área da saúde, Alexis Tam destacou que, no contexto regional, a proporção verificada em Macau é a mais vantajosa para a população: “Em Hong Kong, o Governo paga 50 por cento e a população a outra metade dos custos médicos. Em Singapura, o Governo cobre 40 por cento em relação às despesas médicas e a população 60 por cento. Por que é que dou estes dados? Porque através desta comparação vocês conseguem ver quais foram as apostas do Governo no sistema de saúde”.

Segundo o secretário, “neste momento temos serviços médicos de excelência. Estamos nos primeiros lugares do ‘ranking’ mundial”.

Alexis Tam respondia a deputados que lamentaram o excesso de gastos ou criticaram, como foi o caso de Si Ka Lon, atrasos na entrega de resultados de exames médicos e o excesso de cobrança de taxas relativas a emissão de documentos da área da saúde.

Outras críticas deram conta da falta de meios para acompanhar determinados casos, algo que Alexis Tam justificou com a reduzida dimensão de Macau: “A nossa população é pequena e, por isso, também não temos muitos casos especiais para serem estudados, para serem diagnosticados ou tratados pelos médicos diferenciados de Macau. E, assim, quando nós temos um caso mais especial, muitas vezes nós encaminhados para Hong Kong adquirindo ou adquirindo o serviço da China continental ou, até, adquirindo o serviço de Portugal”.

Antes, na leitura do discurso com que abriu a sessão plenária, Alexis Tam afirmou que , “após quatro anos de reforma na área da saúde, e com o esforço prestado pelos profissionais de saúde, o bem-estar dos residentes foi aumentado significativamente e os serviços públicos de saúde foram reconhecidos pela Organização Mundial da Saúde e acreditados ao nível internacional, sendo assim aceites também pela população”.

Em resposta a questões relacionadas com o futuro hospital das ilhas, projecto que ainda está longe da conclusão apesar de ter chegado a estar prometido para 2014, o secretário para os Assuntos Sociais e Cultura disse que o Governo não tem estado “de braços cruzados” à espera da construção, optando por “apetrechar” de pessoal e equipamentos as restantes instalações na área da saúde.

De acordo com dados fornecidos por Alexis Tam, “elevou-se continuamente o nível dos serviços médicos públicos” e, até Setembro, “nos Centros de Saúde, foram atendidas cerca de 2.867.000 pessoas nos serviços de consulta externa e de enfermagem, com um aumento de 10 por cento face ao período homólogo do ano passado”.

Também o número de serviços médicos prestados no Centro Hospitalar Conde de São Januário registou um aumento de dois por cento.

Hugo Pinto