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Necessidades especiais: “Nenhum lugar é melhor do que Macau”
Segunda, 03/12/2018
Macau não fica atrás de nenhum país ou território no que diz respeito ao acompanhamento de crianças com necessidades especiais e tratamento precoce, afirmou na Assembleia Legislativa o secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Alexis Tam, no primeiro dia de apresentação e debate das Linhas de Acção Governativa para as áreas que tutela.

Segundo Alexis Tam, “quanto ao tratamento precoce, posso afirmar que, em todo o mundo, nenhum lugar é melhor do que Macau. Noutros países e territórios, as pessoas têm de pagar. Em Singapura, também. O encarregado de educação tem de tirar do seu bolso para obter tratamento precoce. E só têm quatro sessões de terapia. Nós não. Já contratámos muitos terapeutas para ajudar essas crianças”.

Por outro lado, acrescentou o secretário, também os tempos de espera para acompanhamento têm vindo a diminuir: “Na Europa, em Hong Kong ou no Japão têm que ficar à espera. Nós temos encurtado significativamente o tempo de espera. E continuamos a contratar mais terapeutas para servir as nossas crianças”.

Segundo Alexis Tam, “nos últimos anos, a prestação dos serviços de tratamento precoce e o apoio aos encarregados de educação tem vindo a aumentar, tendo a média do tempo de espera para avaliação e tratamento sido reduzida em 90 por cento, passando para um mês”.

O secretário avançou ainda que o Governo pondera alargar a abrangência dos cuidadores para poderem prestar serviços a crianças com necessidades especiais, bem como a idosos.

Nesse sentido, Alexis Tam explicou que será estudada a forma de apoio para o recurso a cuidadores: “Será que vamos atribuir os subsídios a todos os cuidadores, ou não? São questões que vamos levar à discussão pública, para que a sociedade se pronuncie. Será que o Governo consegue prestar este subsídio, tanto para crianças que necessitam de tratamento precoce como para idosos?”

De acordo com o governante, já existe uma ideia do subsídio, mas Alexis Tam não forneceu um valor concreto.

Hugo Pinto