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Portugueses representam 0,9 por cento da população de Macau
Sábado, 14/04/2012

 

Mais de metade da população de Macau não nasceu no território. Os dados constam do relatório final do Censos 2011 que indica que a população imigrante – 326 mil e 376 pessoas – equivale a 59,1 por cento do total. Os Censos revelam que a maioria da população – 46,2% – é natural da China. Os indivíduos naturais de Portugal são mil e 835, o que equivalente a 0,3 por cento do total.

 

Quanto à nacionalidade, a maioria da população é chinesa (92,3 por cento), registando-se uma diminuição de 2,9 por cento face aos Censos de 2001. Já a população de nacionalidade portuguesa representa 0,9 por cento, descendo 1,1 pontos percentuais.

 

No que toca às pessoas com ascendência portuguesa totalizavam três mil e 485, ou seja, 0,6 por cento da população. Trata-se de uma percentagem idêntica à verificada em 2001.

 

A imigração reflecte-se também no domínio linguístico. A língua mais falada é o cantonense, mas o mandarim e o inglês ganham alguma força. O português é a língua recorrente de 0,7 por cento da população, mas é falado por 2,4 por cento dos habitantes.

 

Nos últimos dez anos o grau de ensino da população aumentou graças à introdução da implementação do ensino básico gratuito. Das mais de 539 mil pessoas maiores de três anos, 49 por cento tem ensino secundário geral e complementar e 16,7 por cento o ensino superior.

 

Nestes censos foi recolhida, pela primeira vez, informação sobre a população com deficiência – um total de 11 mil e 141, o equivalente a dois por cento da população. Quanto às causas das dificuldades nas actividades diárias a maioria indica doença crónica. Os indivíduos com deficiências motoras são dois mil e 582, com deficiência mental dois mil e 205.

 

A população de Macau cresceu 26,9 por cento nos últimos dez anos, atingindo 552 mil e 503 residentes. A informação publicada pela Direcção de Serviços de Estatísticas e Censos dá conta de mais 117 mil e 268 residentes do que em 2001, num crescimento médio anual de 2,4 por cento, fenómeno justificado com o "rápido desenvolvimento económico" e "aumento das necessidades de mão-de-obra".