Em destaque

26 de Abril de 2019: às 12h30, o BNU negociava 1 euro por 9.0301 patacas e 1.1139 dólares norte-americanos.

Albano Martins: aumentos para a Função Pública são de 4,61%
Terça, 10/04/2012

Os aumentos para a Função Pública vão ser na realidade de 4,61 por cento, explica Albano Martins. O economista fez as contas e concluiu que o valor de 6,45 por cento anunciado pelo Governo só seria real se tivesse entrado em vigor no mês de Janeiro – ou seja, com efeitos retroactivos.

 

“Só é verdade que o aumento é de 6,45 por cento se ele acontecer em Janeiro. Porque, à medida que for diferindo o aumento dos salários da Função Pública, esse valor anualizado vai ser menor”, explicou o economista, esta manhã, à Rádio Macau.

 

Albano Martins não percebe as justificações do Governo para a ausência de retroactivos nestes aumentos para a Função Pública e não se deixa convencer pelo argumento invocado pela secretária Florinda Chan, que aludiu à gestão das contas públicas. “Temos um orçamento para 2012, que tecnicamente, como toda a gente sabe, é um orçamento superavitário, e em que as metas de cobrança das receitas já foram todas ultrapassadas [para mais]. O orçamento está cada vez mais superavitário. Então, a minha questão é esta: que contas públicas vão ser postas em causa se os aumentos da receita pública são de tal modo substanciais que anulam qualquer ‘miserável’ aumento de 200 milhões de patacas para os funcionários públicos, se tudo fosse aplicado a partir de Janeiro?”, questiona o economista, acrescentando que “quase num mês a Adminsitração Pública arrecada muito mais dinheiro do que esses 200 milhões que precisa”.