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Casimiro Pinto defende mais quatro deputados na via directa
Segunda, 09/04/2012

Casimiro Pinto acredita que a democratização do sistema político deve ser feita com calma, defendendo, para já, o aumento de quatro deputados eleitos por via directa, em vez dos dois propostos pela maioria. De resto, concorda com dois deputados para o sufrágio indirecto e manutenção do actual número de nomeados. “Nós queremos dar um pequeno passo, de acordo com a realidade de Macau, em termos de democratização”, justificou.

 

Quanto aos deputados eleitos por sufrágio indirecto, o intérprete-tradutor não está contra a eleição, embora considere necessárias mudanças na forma como são escolhidos esses membros do hemiciclo. “Não podemos encarar o sufrágio indirecto como uma forma de eleição que vem contra a democracia, isso não é verdade. Agora, temos de ver as regras por dentro, ver como é que as pessoas são eleitas indirectamente e fazer alterações. É engraçado, as pessoas só falam em números, e ouvi pouca gente falar nas questões que tocam mesmo no regime eleitoral e isso tem de ser debatido”.

 

O método usado em Hong Kong, em que os profissionais de cada sector têm um maior peso na escolha dos deputados, é uma das hipóteses que agrada a Casimiro Pinto. “Se é uma eleição, as pessoas devem exercer o acto de voto no sufrágio indirecto, para também se demonstrar à comunidade que há ali, realmente, um reconhecimento dos profissionais ligados ao sector. Penso que é, igualmente, um passo para a democratização”, rematou.