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Casimiro Pinto reconhece pouca visibilidade da Voz Plural
Segunda, 09/04/2012

O ex-candidato à Assembleia Legislativa, Casimiro Pinto, lamenta que o projecto da Voz Plural tenha perdido visibilidade desde as eleições de 2009. Em declarações aos jornalistas, o intérprete-tradutor reconhece as falhas do projecto. “Lamento abertamente que o trabalho não tenha sido feito de forma pública, a Voz Plural parece que anda um pouco escondida mas nós temos feito um grande esforço”.

 

Casimiro Pinto assegura que o grupo está atento ao que se passa e irá avançar com novas actividades. E faz mais promessas. “A nossa intenção é continuar em frente. Sabemos que é uma luta muito difícil, isto também não vale a pena esconder, mas é importante continuarmos a ter essa voz e pelo menos o cheque tem de ser pago. A intenção não é aparecer há três anos e depois desaparecer da comunidade”, referiu.

 

O intérpre-tradutor explica que cada elemento da lista tem o seu próprio trabalho e que nenhum é político profissional, sublinhando que a falta de uma maior visibilidade não é sinónimo de falta de interesse. Para sustentar a afirmação, Casimiro Pinto diz que o grupo tem-se reunido, pretende promover debates no futuro e, além disso, está atento às grandes questões que preocupam a sociedade, como a saúde. “Não se percebe como Macau, com o dinheiro que tem e com a imagem que é projectada internacionalmente, não tem um sistema de saúde cinco estrelas, mas apenas hotéis e casinos cinco estrelas”, apontou.

 

Outra questão que vai estar na ordem do dia, na hora da campanha eleitoral, é a educação. A Voz Plural insistirá na questão da formação de “pessoas qualificadas e que dominem mais do que duas línguas”.

 

A mensagem da lista tem é de chegar mais longe, observa Casimiro Pinto. “Há um trabalho que temos vindo a fazer e vamos lutar. Como a comunidade macaense é pequena, a nossa voz não pode ser só ouvida por esta comunidade e pela portuguesa. Temos, portanto, de fazer um grande esforço para que a nossa voz seja ouvida também pela comunidade chinesa”.

 

O ex-candidato promete uma Voz Plural diferente, da de há três anos, apesar de referir que todos os anteriores elementos vão ser novamente convidados a participar nas próximas eleições.