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Banco Mundial: Capital humano em Macau aquém do PIB
Quinta, 11/10/2018
O Banco Mundial considera que Macau tem um Índice de Capital Humano (IHC) mais baixo do que o Produto Interno Bruto ‘per capita’ do território deixaria prever.

É uma das conclusões do novo sistema que o Banco Mundial usa para classificar países com base no desenvolvimento do capital humano.

A instituição revelou hoje os resultados do primeiro relatório com o qual espera encorajar os governos a investirem com maior eficácia na educação e na saúde.

Segundo o Banco Mundial, quando crescer e tiver 18 anos, uma criança nascida hoje em Macau vai usar 76 por cento da produtividade que poderá ter se usufruir de uma educação completa e saúde plena.

Entre 2012 e 2017, o Banco Mundial diz que este índice em Macau cresceu de 0,69 para 0,76, um valor mais alto do que a média da região e do grupo de rendimentos.

Todavia, o relatório sustenta que Macau apresenta ainda um IHC aquém do que o PIB per capita deixaria antever.

Em 2017, o PIB ‘per capita’ de Macau foi de 622.803 patacas, um dos mais elevados do mundo.

De acordo com o Índice de Capital Humano do Banco Mundial, com 0,76, Macau surge no 25º lugar a nível global, 12 pontos abaixo de Singapura, que ocupa o primeiro posto, seguida da Coreia do Sul, Japão, Hong Kong e, no quinto lugar, Finlândia. Portugal está no 16º e a China no 46º.

No Chade, o país com a pior classificação, o potencial de produtividade e rendimentos de uma criança será de apenas 29 por cento se todas as condições ideais de crescimento estiverem reunidas.

O capital humano consiste nos conhecimentos, habilitações e saúde acumulados ao longo da vida, e que permitem a realização do potencial como membros produtivos da sociedade.

São analisados cinco indicadores: a probabilidade de sobrevivência até aos cinco anos de idade, os anos de escolaridade esperados, os resultados de exames como medida da qualidade da aprendizagem, a taxa de sobrevivência de adultos, e, finalmente, a proporção de crianças que não estão nutridas. Só neste último indicador não há dados relativamente a Macau.

Nos restantes, o território apresenta-se acima da média.

Conforme consta do relatório, 99 em cada 100 crianças nascidas em Macau vão chegar aos cinco anos de idade, enquanto uma criança que entre na escola com quatro pode esperar completar 12,6 anos de escolaridade até completar 18 anos de idade.

Os estudantes em Macau têm classificação de 545 numa escala em que 625 representa resultados avançados e 300 os mínimos.

Tendo em conta o que as crianças aprendem, de facto, os anos de escolaridade serão apenas 11. Entre todos os indicadores, este é aquele em que Macau apresenta o desempenho menos positivo.

Quanto à taxa de sobrevivência em adulto, prevê-se que 96 por cento dos adolescentes de 15 anos cheguem aos 60.
Olhando para as diferenças entre rapazes e raparigas, são elas que apresentam o índice de capital humano mais elevado.

A maior discrepância regista-se no resultado dos exames escolares – 541 para eles e 550 para elas.

Hugo Pinto