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Encontro: Professores na China pedem mais acesso a materiais
Sexta, 28/09/2018
O acesso aos materiais didácticos tanto em formato papel como digital continua a ser uma das principais dificuldades apontadas pelos professores de Português que dão aulas na China.

Luís Pires, da Universidade de Estudos Internacionais de Xangai – e um dos participantes no IV Encontro de Pontos de Rede de Ensino de Português Língua Estrangeira – nota que ao contrário de Macau, na China há mais entraves porque o Facebook e o Youtube, por exemplo, estão bloqueados.

“A maior dificuldade é talvez o acesso a materiais autênticos, porque estamos na China, nem sempre há uma biblioteca bem apetrechada com livros de Portugal ou do Brasil, nem sempre há acesso a falantes de português nativos. O facto de não termos acesso a todos os sites acaba por dificultar também o nosso trabalho”, explica.

Já Eugénio Graf, da Universidade Normal de Pequim, destaca a necessidade de haver plataformas de e-learning de fácil acesso. Este professor usa o WeChat como plataforma de e-learning, para tirar dúvidas aos alunos de português do curso de Direito e Negócios Estrangeiros, mas diz que devia haver acesso a mais plataformas de e-learning.

“Aquilo que eu faço com o WeChat, se calhar poderia fazer com outras plataformas, se tivesse acesso a plataformas de e-learning. No fundo não temos muito acesso. Nenhum dos meus colegas da universidade usa, nem sabemos o que podemos usar, porque há plataformas que não funcionam no interior da China”, sublinha.

Além disso, os professores na China deparam-se ainda com dificuldades no caso de as plataformas de e-learning serem pagas: “Não conseguimos ter autorização para o dinheiro sair da China”, explica Eugénio Graf.

O IV Encontro de Pontos de Rede de Ensino de Português Língua Estrangeira decorre até amanhã no IPOR.

Fátima Valente