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Democratas faltam este ano a visita oficial à China
Quinta, 27/09/2018
Os três deputados do campo pró-democracia rejeitaram o convite deste ano do Gabinete para os Assuntos de Hong Kong e Macau do Conselho do Estado para uma deslocação à China, antes do arranque da nova sessão legislativa.

Ng Kuok Cheong, Au Kam San e Sulu Sou disseram à TDM – Rádio Macau que têm já outros compromissos de agenda para os dias da visita. Este ano, a viagem decorre entre 9 e 12 de Outubro e abrange as cidades de Pequim e Tianjin.
Outro ponto a pesar na decisão dos três democratas é a aparente falta de informações sobre o propósito da deslocação.

O convite do Gabinete para os Assuntos de Hong Kong e Macau foi feito a 14 de Setembro. Ng Kuok Cheong diz estar à espera da agenda da visita há quase duas semanas. “Esta segunda-feira, voltei à Assembleia Legislativa. Disseram-me que não tinham mais informações para mim sobre a viagem. Não posso decidir ir a Pequim, sem que haja nada a discutir sobre Macau. Se houvesse algum interesse real para Macau, podia preparar-me para fornecer alguns dados e participar num debate. Assim, não posso fazer nada”, afirma.

Ng Kuok Cheong e Au Kam San dizem não se lembrar se esta é a primeira vez que recusam o convite.

A primeira deslocação do género, depois da transferência da soberania, foi em 2015. A Assembleia Legislativa disse, na altura, que todos os deputados participaram.
Nesse ano, a delegação de Macau teve um encontro com o então presidente do Comité Permanente da Assembleia Popular Nacional.

Também em vésperas da abertura de um novo ano legislativo, Zhang Dejiang disse aos deputados de Macau para se oporem às interferências de forças estrangeiras, darem importância às matérias relativas à segurança do Estado e seguirem o discurso do Presidente Xi Jinping nos 15 anos de Macau enquanto Região Administrativa Especial da China.

Ng Kuok Cheong evita fazer leituras políticas sobre estas visitas. Repete antes a declaração de princípios: “Da minha parte, escolho fazer algo que tenha valor político. Se há algo em que não é claro a vantagem para Macau ou para uma posição política, não vou perder tempo.
Os três democratas dizem que a recusa em participar na visita deste ano é individual e não uma acção concertada.

Sónia Nunes