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CTM quer ter 5G no primeiro semestre de 2020
Quinta, 27/09/2018
A Companhia de Telecomunicações de Macau (CTM) quer ter o serviço 5G a operar para uso comercial na primeira metade de 2020, afirmou hoje o director executivo, Vandy Poon.

Para alcançar a meta de oferecer o serviço 5G, a CTM diz que precisa de ter a licença do Governo no próximo ano. Isto porque de acordo com os cálculos da operadora de telecomunicações vai demorar pelo menos 13 meses a construir a rede de banda larga móvel de quinta geração.

A operadora iniciou os testes em Junho e tem como objectivo tê-los concluído até Dezembro. Além disso está em contacto com o Governo para a obtenção da licença e para tratar de questões técnicas como a frequência de banda. O fornecedor do 5G vai continuar a ser o grupo chinês Huawei, à semelhança do que já acontece com outros serviços, como o 3G e 4G.

“O início dos testes marca o arranque do plano. O nosso objectivo é na primeira metade de 2020 ter o 5G pronto para uso comercial. A CTM, em conjunto com os nossos fornecedores de rede, vamos no futuro, tentar envolvermo-nos na construção da cidade inteligente e no desenvolvimento de todos os tipos de aplicações, cenários e testes”, disse Vandy Poon.

O director executivo da CTM defende que o 5G é a chave para transformar Macau numa cidade inteligente: “Se falarmos de uma forma simplista, o 5G vai ser pelo menos 100 vezes mais rápido e mais amigo do ambiente do que o 4G. O 5G pode contribuir muito para o futuro das cidades inteligentes, assim como para uma Macau Digital”.

Devido à elevada densidade – tanto em termos de utilizadores como de número de prédios –, vão ser precisas múltiplas frequências de banda para fornecer uma boa cobertura no interior dos edifícios.

A elevada taxa de transmissão e a baixa latência das redes 5G requerem um espectro radioeléctrico de 3,5 Gigahertz e bandas de frequência mais elevadas. Além disso, vão ser precisas mais estações de transmissão para o 5G do que as utilizadas para o serviço de 4G. Actualmente a CTM tem mais de 500 estações de transmissão para operar o 4G.

Vandy Poon não quantificou o investimento necessário para a rede 5G. Disse que nesta fase, os investimentos são sobretudo destinados à investigação e desenvolvimento.

Fátima Valente