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Serviços de Saúde: cigarros electrónicos podem conter droga
Quinta, 27/09/2018
Os Serviços de Saúde de Macau voltaram hoje a condenar a venda e consumo de cigarros electrónicos. É um novo alerta que surge depois de a alfândega de Zhuhai ter encontrado marijuana num óleo usado na composição de um destes produtos.

O caso serve de exemplo para os SSM defenderem que os cigarros electrónicos podem conter substâncias ilegais e ingredientes não identificados, uma vez que “não existem padrões”.

Em comunicado, o organismo diz ainda que, “nos últimos anos”, foram detectados casos de consumo de droga e cita um estudo feito em 2016, pelo Jornal Pediátrico JAMA: em mais de 20 mil estudantes, um quarto dos alunos dos alunos do ensino secundário geral complementar e um terço dos alunos do ensino secundário geral fumaram cannabis através de cigarros electrónicos.

Em Macau, a venda é proibida e há restrições à publicidade.

Ainda assim, o território segue a tendência mundial, que aponta para uma utilização cada vez mais comum. Em 2015, um estudo indicava que a taxa de consumo de cigarros electrónicos entre os jovens de Macau, dos 13 aos 15 anos, era de 2,6 por cento – a taxa de consumo de cigarros convencionais era de 2,7 por cento.

Os Serviços de Saúde responsabilizam os fornecedores: falam em publicidade enganosa e encobrimento dos riscos para a saúde. “A composição (...) do cigarro electrónico é complexa” e todas as substâncias têm “potenciais riscos para a saúde”, sendo que o vapor produzido “contém uma porção de substâncias tóxicas e metais pesados”.
Os Serviços de Saúde negam ainda qualquer vantagem para quem está a tentar deixar de fumar.

Também a Organização Mundial de Saúde diz que faltam provas. Os estudos mais conclusivos que existem sobre a influência dos cigarros electrónicos e o consumo de tabaco apontam em sentido inverso: os jovens que nunca fumaram arriscam duplicar a probabilidade de se tornarem fumadores, depois de consumirem cigarros electrónicos.

Sónia Nunes