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Economia de Macau deve crescer 8,3 por cento este ano
Quarta, 26/09/2018
O Produto Interno Bruto de Macau deverá crescer 8,3 por cento este ano e abrandar para 7,1 por cento em 2019, de acordo com um relatório da Universidade de Macau, divulgado hoje.

Os analistas do Departamento de Economia e do Centro de Estudos de Macau da UM traçam um cenário optimista para a macroeconomia do território, mas com sinais de alerta. “A incerteza económica está no horizonte”, refere a universidade, num comunicado em que apresenta as principais conclusões do relatório.

Para os observadores da UM, é esperado que a reserva federal dos Estados Unidos aumente as taxas de juro de forma continuada. O ambiente de “guerra comercial” é outra fonte de incerteza, com o relatório a responsabilizar a administração de Donald Trump pelos conflitos entre os EUA e “outros países”.

Ao apontar ainda para o ambiente de crise na zona euro, os analistas dizem que a economia da China deve abrandar, sendo também esperado que o Governo Central avance com medidas monetárias e fiscais para tentar garantir um crescimento estável.

Estes factores “podem afectar o crescimento da economia de Macau”, com os analistas a antecipar um abrandamento nos principais indicadores.

A exportação de bens deve crescer 18,1 por cento este ano e registar um crescimento mais lento, de 5,7 por cento, em 2019.

Já a exportação de serviços pode crescer 13,6 por cento, ainda este ano.

É ainda esperada uma “recuperação” do consumo interno, com a importação de bens a crescer 7,5 por cento em 2018 e 2019.

Já o consumo privado deve também continuar a crescer ao mesmo ritmo de cinco por cento até ao próximo ano.
Os analistas antecipam, porém, uma queda este ano para 5,7 por cento no volume total de investimentos, para crescer 4,4 por cento em 2019.

Macau deve fechar o ano com uma taxa de inflação de 3,3 por cento, mas é esperado que aumente para 3,9 por cento em 2019.

Já em relação ao mercado laboral, as previsões são de estabilidade: a taxa de desemprego deve situar-se em dois por cento este ano e registar uma ligeira descida para 1,9 por cento, em 2019.

Sónia Nunes