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Síntese: Manghkut provocou mais de 400 incidentes
Segunda, 17/09/2018
O Centro de Operações de Protecção Civil (COPC) registou 445 incidentes, desde as 21h00 de sábado até hoje às 10h00, devido à passagem do super tufão Manghkut por Macau.

Entre as ocorrências estão 185 casos de suspensão ou queda de reclames, toldos e janelas, 48 casos de árvores derrubadas, 86 situações de fumo em caixas eléctricas, 19 inundações e 17 incêndios, além de outros incidentes.

O Manghkut levou a que fosse içado ontem o sinal 10 de aviso de tempestade tropical, durante nove horas – um tempo recorde em 50 anos. O sinal 8 foi içado ontem às 20h00, tendo sido substituído às 04h00 pelo sinal 3, que esta manhã continua em vigor.

Num comunicado emitido na última madrugada, o COPC deu conta de um total de 18 feridos durante a passagem do tufão.

A Protecção Civil lembrou também que, pela primeira vez, foi efectuada uma acção de evacuação das zonas baixas da cidade – 5650 pessoas que moram em pisos baixos foram retiradas pelas autoridades.

Dados avançados na última noite pelo Instituto de Acção Social indicam também que, às 03h30, 1331 pessoas estavam alojadas nos 16 centros de abrigo de tempestade tropical accionados durante a tempestade.

O tufão fustigou a cidade com ventos e chuvas fortes, que provocaram graves inundações, sobretudo no Porto Interior. O nível das águas baixou, entretanto, de acordo com a página oficial dos Serviços Meteorológicos e Geofísicos, que não indicia qualquer inundação neste momento.

Além das cheias, um dos principais problemas registados ontem foi o corte de energia eléctrica, que afectou pelo menos 20 mil clientes da CEM – Companhia de Electricidade de Macau. A empresa accionou ontem medidas de contingência que implicaram a suspensão do fornecimento de energia eléctrica – uma situação que começaria a ser resolvida na última noite, depois de cancelado o sinal 8. No entanto, esta manhã havia ainda quem estivesse sem luz em casa. A TDM – Rádio Macau contacto hoje a CEM, para um ponto da situação, mas a empresa disse estar ainda a actualizar os dados, remetendo para mais tarde a divulgação de novas informações.

Os centros de saúde do Fai Chi Kei e do Porto Interior também foram afectados pelo corte de energia, não abrindo hoje ao público, ao contrário dos restantes centros de saúde. As falhas de electricidade e as inundações levaram também os Serviços de Saúde a aconselharem esta manhã os residentes com dúvidas quanto à qualidade dos medicamentos a contactarem a Divisão de Farmácia do Centro Hospitalar Conde de São Januário.

A TDM - Rádio Macau tem também indicação de que haverá casas sem fornecimento de água. Contactada pela rádio, a Sociedade de Abastecimento de Águas de Macau remeteu um ponto da situação para mais tarde.

Hoje decorrem os trabalhos de limpeza e remoção de obstáculos, um pouco por toda a cidade. Esta manhã havia algumas vias parcialmente obstruídas, que obrigaram as desvios na circulação automóvel. Várias carreiras de autocarros sofreram alterações.

Os funcionários públicos estão dispensados de comparecer ao serviço esta segunda-feira, com excepção para os que integram a estrutura de Protecção Civil e os serviços de representação no exterior. Também todas as escolas – dos ensinos infantil, primário, secundário e especial – estão hoje de portas fechadas. As actividades lectivas foram suspensas também em todas as instituições de ensino superior.

O tufão levou a que, pela primeira vez, fossem suspensas as actividades de jogo nos casinos. O Governo e as seis operadoras de jogo chegaram a um acordo nesse sentido – a medida entrou em vigor às 23h00 de sábado. As actividades de jogo nos casinos foram retomadas esta manhã, a partir das 08h00.

No comunicado emitido na última madrugada, o secretário para a Segurança, Wong Sio Chak, mostrou-se satisfeito com o “progresso óbvio” que tanto os serviços governamentais como a população demonstraram ao nível da capacidade de resposta a uma catástrofe natural deste género. Isto depois da passagem do tufão Hato, a 23 de Agosto de 2017, ter resultado em 10 mortos e mais de 200 feridos. O governante deixou ainda uma palavra de agradecimento a todos os que integraram os trabalhos da Protecção Civil e também aos cidadãos, que cooperaram com as autoridades.

Sofia Jesus