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Caso de Juristas da AL: Marques da Silva critica Ho Iat Seng
Sábado, 15/09/2018
O jurista António Marques da Silva, que depois de 26 anos de trabalho em Macau vai regressar a Portugal, lança fortes críticas às explicações do presidente da Assembleia Legislativa no caso dos juristas portugueses a quem não é renovado o contrato. Ho Iat Seng desvalorizou o caso, dizendo que escreveu cartas de recomendação e que a decisão permite aos dois juristas encontrarem um melhor futuro profissional.

No programa Rádio Macau Entrevista, Marques da Silva começou por dizer que “não é entendível”.

“Porque é paternalista e abusiva, é transmitida como um acto altruísta, dito como quase uma benesse de permitir aos dois juristas que fossem tratar da vida deles e que abrissem um escritório, em ar de gozo, dizendo inclusivamente que gostariam muito de ir à inauguração desse escritório. Para mim é o cúmulo do cinismo e é inadmissível em pessoas com responsabilidade na Administração”.

“Inclino-me para o descaramento e o cinismo que pretende branquear um verdadeiro saneamento político”, acrescenta.
Em entrevista à Rádio Macau, Marques da Silva considera ainda há “cada vez mais pressões para que os juristas emitam pareceres no sentido de aquilo que superiormente se pretende”.

“Cada vez mais se pensa que a Lei está na ponta da minha caneta, mas isso sem assumirem a correspondente consequência. É que se a lei está na ponta da caneta, devem usar a própria caneta para assinar os pareceres e não quererem pressionar que outros assinem pareceres em sentidos pré-estabelecidos”, afirma.

Gilberto Lopes com Marta Melo