Em destaque

18 de Fevereiro 2019: às 12h30, o BNU negociava 1 euro por 9.20602 patacas e 1.1314 dólares norte-americanos.

Coutinho inconformado com ausência de retroactivos
Segunda, 02/04/2012

Pereira Coutinho diz que não dá para confiar no Governo na questão dos retroactivos. O deputado vê com estranheza o facto da Secretária para a Administração e Justiça, Florinda Chan, ter recusado retroactivos, quando estes faziam parte da proposta da Comissão de Deliberação das Remunerações dos Trabalhadores da Função Pública.

 

Assim sendo, o presidente da Associação dos Trabalhadores da Função Pública (ATFPM) pondera começar a exigir as actas das reuniões da comissão. “Nós começamos a desconfiar das pessoas que estão na comissão, porque quando o director e o subdirector dos Serviços de Administração e os subdirectores dos Serviços de Estatística e dos Serviços de Finanças concordam com a retroactividade e a propõem ao Governo e depois vem a Florinda dizer que não, ficamos num impasse. Isto significa que no futuro vou ter de exigir actas para saber o que é que foi assinado, se as pessoas concordaram, porque carece de muita transparência o funcionamento interno da comissão”.

 

Florinda Chan justificou, na Assembleia Legislativa, a ausência de retroactivos com a gestão das contas públicas e o equilíbrio social. Pereira Coutinho não compreende as explicações da secretária.“É uma desculpa que, de facto, não cola. Nós temos dinheiro para tudo, esbanja-se dinheiro (..) com um pouco de boa vontade tudo se resolvia da melhor forma. Uma questão que, à primeiro vista, seria uma alegria para todos os trabalhadores, no final, estragou-se o desfecho do filme com a não retroactividade”, disse.

 

O presidente da ATFPM também não se conforma com a decisão do Governo de excluir os trabalhadores com contrato de tarefa da actualização salarial. Pereira Coutinho lembra que há trabalhadores neste regime há mais de 10 anos e que, no seu ponto de vista, estão a ser explorados.

 

“Ao fim ao cabo é uma falta de amor, uma falta de carinho para com todos os trabalhadores. Não tratam as pessoas de forma igualitária, não tratam os trabalhadores como pessoas, homens, como seres humanos. E o resultado é esse. E depois há uma grande falta de responsabilidade. Quando o confrontamos com essas questões, o Governo esconde-se, mente descaradamente e, no final das contas, impõe e até tenta influenciar os relatórios da comissão, aquilo que aqui foi dito em sede de comissão [da Assembleia Legislativa]”, apontou Pereira Coutinho.