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Substâncias perigosas: Algumas centenas protestam em Macau
Domingo, 09/09/2018
Centenas de pessoas protestaram esta tarde contra o plano do Governo de construir um depósito e um armazém para tratar substâncias perigosas em dois terrenos no Cotai. A organização fala em 500 manifestantes. Já a polícia disse que, no pico da manifestação, estavam 300 pessoas. Foram destacados 50 agentes da polícia para acompanhar o protesto desde o TapSeac até à sede do Governo.

Ao protesto juntaram-se também os deputados Ng Kuok Cheong, Au Kam San, Sulu Sou e Pereira Coutinho. Em declarações aos jornalistas, Pereira Coutinho, disse que o Governo tem de ter uma atitude de seriedade e de abertura para falar com a população. Defendeu que este é um assunto que não deixa os residentes dormirem, atendendo a que estão preocupados com a segurança, na eventualidade de haver algum incidente.

Edith Mak, porta-voz de um grupo de moradores de Seac Pai Van, voltou a pedir que o Governo reconsidere a decisão de construir estas duas instalações. A residente no edifício OneOasis, Edith Mak está contra a construção das instalações para tratar os resíduos perigosos perto da zona residencial do Cotai.

A porta-voz do grupo de moradores de Seac Pai Van apontou a necessidade de uma solução definitiva para o depósito e armazém para tratar as substâncias perigosas nos novos aterros.

Edith Mak defendeu que as instalações temporárias vão demorar pelo menos dois ou três anos a edificar e que nessa altura parte dos novos aterros já vai estar pronta. “Por que não acelera antes os trabalhos dos aterros para ter essas instalações permanentes prontas o quanto antes? Isso resolveria tudo”, argumentou.

Já Solu Sou observou que os resistentes de Seac Pai Van recusam passar o problema desta zona para outra comunidade: “Eles instam o Governo a acabar o plano urbanístico das instalações. (...) O Governo devia planear uma localização permanente para as substâncias perigosas. Não sabemos [quanto tempo é que estas instalações provisórias] vão ser usadas, se durante cinco ou dez anos”, afirmou.

As plantas de condições urbanísticas dos dois terrenos no Cotai – um na Avenida Marginal Flor de Lótus e outro na Estrada do Dique Oeste – para construir o depósito e armazém provisórios para tratar as substâncias perigosas foram aprovadas pelo Conselho de Planeamento Urbanístico (CPU) em meados de Julho.

Desde então foram realizadas várias acções de protesto. No final de Julho o grupo de moradores de Seac Pai Van entreou uma petição contra estas instalações com mais de 7000 assinaturas ao Governo. E voltou a repetir a acção, desta feita na Assembleia Legislativa, a 10 de Agosto, quando o chefe do Executivo, Chui Sai On, foi responder a questões dos deputados. Dias depois realizou uma concentração no complexo de habitação pública de Seac Pai Van.

A 10 de Agosto, na sessão de perguntas e respostas com os deputados, Chui Sai On anunciou que o Governo pretende construir um armazém de produtos perigosos na ilha artificial que serve o acesso à ponte que liga Macau, Hong Kong e Zhuhai.

A 21 de Agosto, o secretário para a Segurança, Wong Sio Chak, disse que já “foi concluída a selecção de locais para o depósito e armazém de materiais de socorro e salvamento, que ficarão nas zonas do Pac On e do Canal dos Patos”. “As localizações exactas serão divulgadas em tempo oportuno”,refere um comunicado.

(Notícia actualizada às 20 horas)