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Educação Sexual: Director da DSEJ defende número 2
Sexta, 07/09/2018
O director dos Serviços de Educação e Juventude (DSEJ), Lou Pak Sang, defende que Leong Vai Kei tem condições para se manter no cargo de subdirectora, apesar das posições polémicas relativas à educação sexual. O responsável desvaloriza a questão e elogia o trabalho feito pelo número dois nos últimos anos.

“A subdirectora Leong tem muita experiência de trabalho e nós reconhecemos muito a capacidade que demonstra no cumprimento das suas funções. Tanto como chefe de divisão, como chefe de departamento, contribuiu imenso para os nossos trabalhos e tem mantido um bom relacionamento com as escolas”, afirma o director da DSEJ.

Lou Pak Sang diz ainda que Leong Vai Kei foi mal interpretada quando, em declarações aos jornalistas, sugeriu acompanhamento clínico para os estudantes com dúvidas sobre a identidade sexual.

O director esteve ausente na altura da polémica, mas foi ouvir as gravações. “Estou a par da situação. Quero esclarecer que a subdirectora nunca disse que a homossexualidade é uma doença – o que ela disse foi que se um aluno não souber definir a sua identidade sexual pode pedir apoio e esse caso posse ser transferido para um clínico”, concluiu.

A subdirectora dos Serviços de Educação defendeu que os menores de 16 anos podem ser presos por ter relações sexuais consentidas. Lou Pak Sang escusou-se a comentar esta posição, sublinhando apenas que a lei deve ser cumprida.

Ao contrário do que alegou Leong Vai Kei, só a partir dos 16 anos é que há responsabilidade criminal. Além disso, de acordo com os esclarecimentos dos Serviços dos Assuntos de Justiça, só se provar que houve abuso de inexperiência, é que um jovem de 16 anos que tenha tido sexo com alguém mais novo, de 14 ou 15 anos, pode ser acusado de crime. O caso depende de queixa.

Sónia Nunes