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Lançado programa para edifícios fazerem analises à àgua
Quarta, 05/09/2018
A Direcção dos Serviços Marítimos e de Água (DSAMA) lançou hoje um programa que visa aumentar a limpeza e fomentar as análises regulares à qualidade da água canalizada nos prédios privados.

O “Programa de garantia de qualidade de água em edifícios” é destinado a edifícios residenciais, comerciais, industriais, escolas e hotéis.

A iniciativa conta com o apoio da Macau Water, que vai dar um incentivo de mil patacas aos primeiros 300 edifícios que aderirem. Este plano de incentivos estará quase coberto, atendendo a que 255 prédios, ou seja, 20 por cento dos cerca de “1300 edifícios altos de Macau” já prometeram aderir.

A adesão tem sido fomentada através da divulgação do programa por associações e empresas de gestão de condomínios.

Para Oscar Chu, vice-director da Macau Water, esta é a altura certa para o programa porque as pessoas estão cada vez mais atentas à saúde.

“Tentámos promover isto há uns anos. Nessa altura a resposta não foi espectacular, mas a DSAMA tem feito muitos esforços nos últimos anos. Tem feito campanhas para as pessoas fazerem a manutenção interna dos sistemas de abastecimento. E actualmente há mais pessoas atentas a estas questões. Estão dispostas a pagar um pouco mais para terem melhor qualidade da água e mais saúde. É tudo uma questão de timing. O timing agora é o correcto”, afirmou.

Paul Tse, presidente da Associação de Administração de Propriedades de Macau, admite que a adesão ao programa possa acarretar um aumento nas despesas de condomínio, mas diz que não será um custo proibitivo.

“Os testes à qualidade da água é algo que todos os edifícios devem fazer. E só estamos a falar de alguns milhares de patacas para fazer os testes de laboratório. Penso que esse é um custo que os residentes dos edifícios estarão dispostos a partilhar”, afirmou.

A directora dos Serviços de Assuntos Marítimos e da Água referiu que é preciso encorajar todos os edifícios a participarem. Para Susana Wong, a qualidade da água na rede pública é garantida, mas “é difícil saber o que se passa dentro dos edifícios”.

Há dois níveis de certificação. Para obterem o “certificado básico”, os edifícios têm de fazer a manutenção do sistema de abastecimento de água canalizada e lavar o tanque de água pelo menos uma vez a cada seis meses. Se além disso, a entidade responsável pela gestão predial fizer análises à água e obtiver um resultado positivo vai ter direito ao “certificado de nível elevado”.

As análises são anuais, com base nas amostras de água recolhidas nos tanques instalados no rés-do-chão e nos terraços dos edifícios.

São testados quatro parâmetros, incluindo a turvação, e o cloro residual, que tem de ser inferior ou equivalente a um miligrama por litro. O terceiro parâmetro – o chumbo – não pode exceder os 0,01 miligramas por litro. Já o quarto parâmetro – o dos coliformes totais – “é o mais crítico”, de acordo com Oscar Chu, da Macau Water, porque “não pode haver vestígios na água”.

“Se o edifício acusar um coliforme total isso significa que a água do edifício já está contaminada. Então é preciso ver a causa na origem do problema, porque não é suposto haver coliformes totais”, acrescentou.

As análises à água devem ser feitas nos laboratórios reconhecidos. Também é incentivado o uso de equipamentos com vista à poupança, como redutores de água.

A DSAMA promete divulgar na sua página de Internet os laboratórios. Já os primeiros resultados aos testes da água deverão ser conhecidos em Janeiro.

Fátima Valente