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Scott Chiang: Serviço militar é mais um passo na integração
Sexta, 31/08/2018
O activista e antigo presidente da Associação Novo Macau Scott Chiang diz que a possibilidade de o Governo Central alargar o serviço militar aos residentes de Macau, Hong Kong e Taiwan é mais um passo na integração na China.

Scott Chiang considera que se o serviço militar for voluntário não é condenável: é uma oportunidade para os interessados e também uma decisão individual. A questão para o activista está em saber que implicações é que fazer o serviço militar na China terá no futuro para Macau.

“Não devemos dizer que isto não devia ser permitido. Mas o que é preciso ver é como é que isto vai mudar o modo de vida em Macau. Será que implica algum dever extra? Claro que eles vão dizer que é um recrutamento, não é obrigatório, mas vai haver alguma pressão social para os jovens se juntarem ao exército? Isto é algo que não conseguimos responder agora. O ambiente político está a mudar numa base diária. Será que vai mudar ao ponto de exercer pressão para as pessoas se alistarem? Não sei”, defende.

Scott Chiang lembra que antes da transição para a China, os jovens de Macau com nacionalidade portuguesa podiam ir fazer o serviço militar a Portugal, mas que na verdade muitos optavam por não o fazer. Por outro lado, adverte que hoje em dia devem ponderar os riscos, inclusive de poderem ver-se envolvidos num conflito militar.

“Devemos estar seguros que o sistema militar na China não é assim tão aberto. Ao alistarem-se no exército, as pessoas de Macau provavelmente não vão beneficiar dos recursos ou privilégios do sistema militar, mas claro que vão partilhar os riscos. Claro que isso é algo que a população de Macau deve ponderar antes de abraçar esta oportunidade”, observa.

Fátima Valente