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Gestora das bibliotecas do IC alvo de processo disciplinar
Segunda, 27/08/2018
A chefe do Departamento de Gestão de Bibliotecas Públicas do Instituto Cultural, Tang Mei Lin, vai ser alvo de um processo disciplinar na sequência de uma auditoria que, em Maio, detectou situações persistentes de desleixo na catalogação e conservação do acervo da rede de bibliotecas públicas, bem como “milhões gastos na aquisição de novos livros sem critério”.

A informação de que o processo vai avançar foi revelada, hoje, pela presidente do Instituto Cultural (IC), Mok Ian Ian.

Citada pela Ou Mun Tin Toi, Mok Ian Ian explicou que o secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Alexis Tam, já aprovou o relatório sobre os problemas denunciados pelo Comissariado de Auditoria, tendo sido sugerido que se instaure um processo disciplinar à Chefe do Departamento de Gestão de Bibliotecas Públicas do IC.

De acordo com Mok Ian Ian, ainda se está na fase de nomeação de um instrutor do processo que deverá demorar 45 dias e ficar concluído ainda este ano.

A presidente do IC falava à margem de uma sessão de partilha sobre o programa de estágios para jovens no Museu do Palácio, em Pequim.

Foi em Maio que, num relatório muito crítico, o Comissariado de Auditoria expôs “problemas de gestão e inventariação que persistem há mais de dez anos” e “outras questões que estão por resolver, volvidos quase vinte anos”.

Para o Comissariado de Auditoria, a “desordem e falta de gestão no processamento dos livros adquiridos pelo Instituto Cultural” deve-se à “passividade” do pessoal dirigente.

O relatório era taxativo: “o IC nunca prestou atenção e nem sequer encarou com seriedade o objectivo de criar um acervo com qualidade”.

De acordo com o relatório, entre 2012 e 2016, as bibliotecas públicas gastaram 15,7 milhões de patacas na aquisição de livros.

“No entanto”, apontava o relatório de auditoria, “houve falhas na execução e fiscalização dos procedimentos de aquisição de livros, impedindo que houvesse um critério orientador unificado”.

A falta de um critério que fosse seguido de forma uniforme verificou-se apesar de, desde Março de 2016, o IC usar um sistema informático com uma funcionalidade que auxilia na gestão da compra de livros. O relatório dizia que o IC não tem sabido aproveitar esta ajuda, o que representa “um desperdício do erário público”.

Hugo Pinto com Joaquina Ng