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IFT realiza primeira cerimónia do içar da bandeira
Quinta, 23/08/2018
O Instituto de Formação Turística (IFT) realizou pela primeira vez uma cerimónia do içar da bandeira. A prática foi iniciada pela Universidade de Macau em Maio, na cerimónia de graduação, e tem vindo a ser seguida por outras instituições do ensino superior.

A presidente do IFT, Fanny Vong, justificou a iniciativa como uma forma de incutir mais orgulho na China nos alunos de Macau e também como forma de integração no país, dadas as “as novas oportunidades de emprego” dos projectos da Grande Baía e da iniciativa “Uma Faixa-Uma Rota”.

Para Fanny Vong, os alunos devem sentir que fazem parte do novo desenvolvimento da China, mas também que têm o dever de contribuir para melhorar o país.

Na cerimónia participaram 21 alunos e funcionários. Todos de forma voluntária e sob a orientação da Guarnição em Macau do Exército de Libertação do Povo Chinês, explicou. Quem não participou não é penalizado, acrescentou. A presidente do IFT observou que, de acordo com a legislação, já devia haver cerimónias de içar da bandeira há muitos anos, mas que nunca é tarde para começar.

Os deputados aprovaram em meados deste mês, na generalidade, a proposta de revisão à lei sobre a utilização e protecção da bandeira, emblema e hino nacionais. O diploma está em vigor desde 1999.

Esta semana, uma notícia do jornal South China dava conta que os estudantes de Macau e Hong Kong vão obrigados a três semanas de serviço militar na Universidade de Tsinghua. A presidente do IFT, Fanny Vong, não comenta as políticas internas das universidades, mas, ao mesmo tempo, defende que o treino militar pode ajudar a fortalecer as capacidades físicas e mentalidades dos alunos de Macau.

“Penso que não há ainda nenhuma discussão sobre esta matéria para Macau e Hong Kong. Mas ocasionalmente, alguns estudantes têm participado em algum tipo de eventos militares, em programas organizados pelos departamentos juvenis, para enviar os estudantes para campos militares na China, para treinar as capacidades físicas e também para fortalecer as suas mentalidades”, afirmou.

“Parte do treino militar pode reforçar as suas mentalidades. Isto é bom em certo sentido, depende de como é abordado”, acrescentou.

Fanny Vong acrescentou ainda que, “por vezes, os alunos de Macau vivem num ambiente de riqueza e demasiado protegido, sem terem de se preocupar com nada”, e que “é bom expor os jovens a algum tipo de treino militar, não para os preparar para a defesa ou para a guerra, mas para lhes incutir uma certa disciplina”.

“Uma auto-disciplina que lhes ensina a auto-preserverança”, sublinhou.

Fátima Valente