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Tufão Hato: O movimento de solidariedade
Quinta, 23/08/2018
O tufão Hato deixou um rastro de destruição na cidade que gerou uma grande cadeia de solidariedade. Muitos residentes saíram à rua para ajudar a limpar o lixo provocado pela tempestade. Os voluntários estiveram um pouco por todo o lado.

As redes sociais foram fundamentais nesta mobilização. Adriano Gaspar é da opinião que a influência chega de países vizinhos: “muitos jovens vêem vídeos na internet e vê-se o exemplo do Japão ou Taiwan onde quando acontecem catástrofes as pessoas ajudam-se e foram pequenos grupos de voluntariado. Isso deu uma pequena ajuda a Macau. As pessoas perceberam que isso também resulta”.

Na rua esteve também a Associação dos Jovens Macaenses. A vice-presidente, Guiomar Pedruco, recorda que a maior dificuldade sentida há um ano prendeu-se com a organização.

“Acho que faltou coordenação, porque houve bastantes grupos diferentes a ajudar e a fazer a mesma coisa. Faltou um líder a coordenar”, sublinha.

A ajuda chegou a todos, não só aos que tinham sido afectados pelo tufão. “Começou com uma senhora que a ir ao supermercado comprar águas para nos dar. Depois veio outra senhora que tinha comprado pão. Depois reparámos que pessoas que nos estavam a ver a limpar foram a casa e ao supermercado buscar vassouras, sacos de lixo, e começaram a limpar a também na Taipa”, conta António Barrias.

Um ano depois, há ainda o sentimento que Macau está mais preparado para uma situação semelhante ao Hato. Ainda assim Guiomar Pedruco defende que os cidadãos devem ser incluídos nos simulacros para melhor saber responder a uma nova catástrofe.

Esta é uma reportagem para ouvir às 17h30 na Rádio Macau ou na página na internet.

Marta Melo