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Homossexualidade: DSEJ alega equívoco devido a tradução
Segunda, 20/08/2018
A Direcção dos Serviços de Educação e Juventude (DSEJ) alega que houve um “equívoco” na interpretação das declarações da subdirectora Leong Vai Kei em relação à homossexualidade. Num comunicado, a DSEJ argumenta que o mal-entendido poderá estar relacionado com a tradução.

Como noticiou a imprensa na semana passada, Leong Vai Kei tinha dito aos jornalistas que confirmar se um aluno é homossexual ou não é algo que necessita de “diagnóstico médico”, pelo que casos desse tipo deveriam ser encaminhados para o departamento competente.

A DSEJ refere que já tinha enviado aos órgãos de comunicação social em língua portuguesa um esclarecimento sobre o conteúdo das declarações, via e-mail, na sexta-feira. Agora, numa nota divulgada na última noite, a DSEJ garante que a subdirectora “referiu, claramente, que, caso um aluno solicitasse aconselhamento, por causa da sua orientação sexual, e se a aprendizagem, a vida, e o crescimento mental e físico desse aluno fossem afectados, por se sentirem psicológica e mentalmente perturbados, o agente de aconselhamento prestar-lhe-ia apoio”.

Segundo a DSEJ, a dirigente terá ainda referido que “se o mesmo aluno precisar de um aconselhamento mais profundo, devido às perturbações sentidas, e se esse aconselhamento extravasar o âmbito e o nível da ajuda que o agente de aconselhamento pode prestar, esse agente de aconselhamento vai recomendar o encaminhamento do aluno para profissionais dessas áreas” – mas, na nota, não se refere quais.

A DSEJ frisa ainda que o organismo “e as outras instituições de aconselhamento” a estudantes “nunca efectuaram o encaminhamento de quaisquer alunos, que apresentassem dúvidas sobre a sua orientação sexual, para quaisquer instituições médicas, nem houve registo de alunos que apresentassem pedidos de encaminhamento”.

Na mesma nota, lê-se que a DSEJ, “nos materiais didácticos auxiliares de educação moral e cívica e de educação sexual, elaborados em articulação com as “Exigências das competências académicas básicas”, salienta que os alunos devem respeitar diferentes valores, recusar a discriminação de qualquer forma, formando a qualidade cívica internacional que devem ter”.

A DSEJ acrescenta também que “no ensino secundário complementar, é proporcionada a discussão de temas sobre identidades de género, incluindo o conhecimento do que é a homossexualidade, o respeito pelas pessoas com características de género diversificadas, levando os alunos a aprender como tratar a homossexualidade com uma atitude de igualdade, respeito e tolerância”.

Sofia Jesus