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Jorge Neto Valente: "Assessoria jurídica da AL mais pobre"
Domingo, 19/08/2018
A qualidade de assessoria na Assembleia Legislativa pode decrescer com as saídas de Paulo Taipa e Paulo Cardinal, no entender de Jorge Neto Valente. Os dois juristas terminam no fim do ano as longas ligações que têm com o hemiciclo, depois de saberem que os contratos não vão ser renovados.

“Pode haver um abaixamento da qualidade de alguns trabalhos na Assembleia. Porque eu não tenho dúvida nenhuma sobre a capacidade destes juristas. E sobretudo do dr. Paulo Cardinal, com quem privei muito perto em trabalho. Não somos pessoas que se encontrem fora do serviço, mas tenho por ele apreço e uma admiração muito grande. De facto, é uma pessoa que conhece muito bem o sistema. Uma pessoa com grande sentido de ponderação e responsabilidade”, disse Neto Valente, em declarações exclusivas à rádio.

O presidente da Associação dos Advogados acrescentou depois que Paulo Cardinal “não é uma pessoa que, por lhe pagarem uma mensalidade, afronta princípios e valores do sistema jurídico. E talvez seja essa a razão, porque há pessoas que estão dispostas a fazer tudo e o dr. Paulo Cardinal com certeza que não está. E penso que o dr. Paulo Taipa, do que conheço dele, também não é desse tipo”.

A questão do patriotismo é algo que, na opinião de Jorge Neto Valente, não chega: “Patriotismo e o diploma, às vezes tirado sabe-se lá como, não têm que ver com o sistema. Não chegam. Não são duas qualificações que cheguem para fazer um bom jurista. Sem dúvida que a assessoria jurídica vai ficar mais pobre”.

E o mesmo vale para os portugueses. Neto Valente refere que os portugueses não têm valor “só por serem portugueses”, mas, no caso dos dois juristas, são pessoas que “têm mais amor a Macau do que muitos que se dizem patriotas e que não servem para nada”.

Gilberto Lopes com João Picanço