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Cônsul português: Unidade é para continuar, balanço positivo
Domingo, 19/08/2018
Emocionado e agradecido por ter conseguido juntar a comunidade, o cônsul geral de Portugal, Vítor Sereno, foi, ontem, homenageado num jantar de despedida por todas as associações de matriz portuguesa de Macau que contou com a participação de mais de 200 pessoas.

Na hora da saída, Sereno destaca o que diz ter sido a capacidade de unir os portugueses de Macau. “É um dia de grande satisfação porque acho que conseguimos unir as associações e congregar os portugueses em volta de um ideal – estarmos unidos, sermos um”.

E antecipa que essa ideia de união vai continuar presente com o cônsul-geral seguinte, Paulo Cunha Alves: “Acho que há uma estratégia que não pode voltar atrás. E conhecendo o Paulo como eu conheço, esta abertura de portas, de proximidade, a estratégia de busca consenso mas também bater o pé quando é preciso bater o pé, esta estratégia não há forma de voltar atrás”.

Numa avaliação aos cinco anos e meio que esteve em Macau, Vítor Sereno evita falar das dificuldades mas, ainda assim, não deixa de recordar a saída de funcionários do consulado – 17 no total, por receberem salários baixos. Feitas as contas, o balanço é positivo. “Há sempre alguma coisa que fica por fazer”, observa. “No trabalho que me propus fazer – desde a recuperação do trabalho atrasado à aproximação do cônsul-geral à sua comunidade, uma parte de diplomacia económica importante, uma parte de aposta na língua portuguesa, uma diplomacia cultural forte, e ainda uma parte de diplomacia desportiva, acho que com consciência tranquila acho que conseguimos ser mais Portugal do que éramos em 2013”.

Foram também cinco anos e meio marcados por encontros com o secretário para a Segurança depois de vários portugueses se terem estabelecido em Macau sem conseguir o estatuto de residente, contrariando a prática anterior. Vítor Sereno considera que a questão está ultrapassada e que os portugueses são pessoas gratas, em Macau. “Estou inteiramente convencido que os portugueses foram, são e continuarão a ser bem-vindos na RAEM. Não fui eu que o disse, foi o senhor Chefe do Executivo e tem sido reiterado pelas autoridades. E diria mais. Mais do que bem-vindos, são imprescindíveis”.

Sónia Nunes com Carlos Picassinos