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Criptomoeadas: 31 residentes vão apresentar queixa
Quinta, 16/08/2018
A Polícia Judiciária (PJ) disse à TDM – Rádio Macau que 31 residentes pretendem apresentar queixa por se sentirem lesados num alegado esquema fraudulento de criptomoeda.

As autoridades dizem ter contactado 32 pessoas que investiram no negócio, representando um total de 12,4 milhões dólares de Hong Kong, com as aplicações individuais a variar entre os 10 mil e os 2 milhões de dólares.

Este caso envolve uma empresa de Hong Kong liderada por Dennis Lau e ainda Frederico dos Santos Rosário e a família deste empresário, incluindo a mãe, a antiga secretária-geral adjunta do Fórum Macau, Rita Santos.

Este caso também está a ser investigado em Hong Kong.

Além de se dizerem lesados, Rita Santos e o filho também são responsabilizados por investidores, uma vez que promoveram o negócio na sede da Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau, da qual Rita Santos é presidente da assembleia-geral.

O empresário Dennis Lau, de Hong Kong, processou Frederico dos Santos Rosário, que acusa de ter alterado contratos para pagar juros a mais. Rosário refuta essa versão e já fez saber que vai processar Lau por difamação.

De acordo com o TDM - Canal Macau, Dennis Lau acusa ainda Rita Santos de ter recebido comissão para angariar clientes em Macau para este negócio relacionado com moedas virtuais.

Lau, dono da empresa que promoveu o negócio de “mining” de criptomoeda aqui no terriório, enviou à TDM documentos que diz comprovarem o pagamento, em Abril, de uma comissão de 16 mil dólares à também conselheira das comunidades portuguesas.

Pouco depois de ter sido noticiado, no início deste mês, que dezenas de pessoas de Macau teriam sido lesadas no âmbito deste caso, a Autoridade Monetária voltou a alertar os residentes para que tenham “cuidado com eventuais fraudes” relacionadas com as moedas virtuais, “ou mesmo com a possibilidade de serem implicados na prática de actividades criminosas”.

Segundo a entidade supervisora, “a moeda virtual é uma ‘mercadoria virtual’, ou seja, não é uma moeda legal, nem um instrumento financeiro, pelo que os residentes devem ter cuidado com eventuais fraudes que essa moeda virtual possa envolver”.

Hugo Pinto