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AL chumba proposta de debate sobre reforma política
Sexta, 30/03/2012

 

Ng Kuok Cheong apresentou, em plenário, uma proposta de debate sobre a possibilidade do Governo rectificar de imediato o texto de consulta sobre a reforma política. Mas o pedido foi chumbado por 23 deputados, num total de 27 presenças. Os quatro votos a favor foram dos três deputados da Associação Novo Macau e de Pereira Coutinho.

 

A maioria dos deputados considera a proposta infundada. Numa participação bastante superior à habitual nas sessões plenárias, vários deputados usaram da palavra para defender o texto do Governo. Um deles foi Chan Chak Mo. “O documento de consulta apresentado pelo Governo consegue reflectir as opiniões recolhidas da sociedade e o Executivo continua a recolher, através de diversos meios, as opiniões dos diversos sectores. Por conseguinte, não há necessidade de se realizar um debate”, disse o deputado. A justificação de Chan Chak Mo foi repetida por muitos outros deputados.

 

Ainda houve quem, como Cheang Chi Keong, olhasse para a proposta de Ng Kuok Cheong como uma afronta ao Comité Permanente da Assembleia Popular Nacional (ANP). Isto porque o deputado da Associação Novo Macau fala em “sugestões democráticas eliminadas secretamente” do texto de consulta, com a aprovação do Comité. “A Assembleia Legislativa não deve discutir sobre pedidos infundados. [O deputado Ng Kuok Cheong] está a fazer acusações ao Comité Permanente que merecem toda a condenação do plenário”, criticou Cheang Chi Keong.

 

Por sua vez, o vice-presidente da Assembleia Legislativa e delegado de Macau à ANP, Ho Iat Seng, disse haver uma distorção das palavras do Comité Permanente. “Não devemos deturpar ou distorcer as decisões ou afirmações do Comité porque não é correcto. Também temos de evitar que isto perturbe os futuros trabalhos”.

 

Já Leonel Alves observou que esta nunca seria matéria para um debate mas sim para uma interpelação. O deputado apelidou ainda os pressupostos da proposta de “politicamente incorrectos”. Outros deputados lembraram ainda que não haver tempo para a mudança do texto nem para nova ronda de consulta pública.