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Grande Baía: prevista redução de taxas de roaming
Quinta, 16/08/2018
O Chefe do Executivo descreveu ontem a construção da Grande Baía como uma oportunidade única de desenvolvimento para Macau e garantiu que o Governo da RAEM está interessado em “articular as suas políticas com o planeamento uniformizado das estratégias da Pátria”.

Fernando Chui Sai On falava em Pequim, naquela que foi a primeira reunião plenária do Grupo de Líderes para o Desenvolvimento da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau. Um encontro presidido pelo vice primeiro-ministro chinês, Han Zheng.

De acordo com um comunicado divulgado ontem, na reunião foram analisados vários documentos no âmbito do planeamento da próxima fase do projecto lançado pelo presidente chinês, Xi Jinping. Entre as medidas nacionais que vão ser lançadas está a redução “significativa” das tarifas adicionais dos serviços de roaming entre Guangdong, Hong Kong e Macau. Ao mesmo tempo, serão dadas orientações às empresas de telecomunicações da China continental e das duas regiões administrativas especiais para que reforcem a cooperação, a pensar, sobretudo, nas pessoas que viajam frequentemente entre estes três locais.

Na nota lê-se também que serão criadas “facilidades aos residentes de Hong Kong e Macau que queiram trabalhar e criar os próprios negócios no continente”. O Conselho de Estado já tinha anunciado a revogação do sistema de autorização de trabalho no continente para os residentes de Hong Kong e Macau, bem como para os residentes de Macau. Segundo o comunicado de ontem, os departamentos envolvidos estão agora a elaborar os documentos necessários para concretizar a medida.

O comunicado faz também referência à intenção de acelerar a construção do centro internacional de inovação de ciência e tecnologia, com o Governo Central a apoiar o desenvolvimento de Macau “como plataforma na área da medicina tradicional chinesa”.

Há mais medidas na calha, mas não foram ainda anunciadas. No comunicado lê-se apenas que a ideia é avançar com novas políticas gradualmente, a fim de atribuir mais “benefícios” e “influência” aos residentes de Macau e Hong Kong.

Sofia Jesus