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Au Kam San pede regime para controlar despesas públicas
Segunda, 13/08/2018
Au Kam San voltou hoje a insistir na criação de um regime de supervisão da aplicação do erário público. No período de intervenções antes da ordem do dia, o deputado recordou que tem vindo a defender a ideia há mais de dez anos em conjunto com o democrata Ng Kuok Cheong, e que se o regime já tivesse sido criado teriam-se evitado casos como o da Viva Macau.

O objectivo, argumentou Au Kam san, é controlar as despesas públicas. Ou seja, fazer com que sempre que os casos envolvam 50 ou 100 milhões de patacas seja necessária a aprovação e discussão na Assembleia Legislativa por se tratar de um assunto de interesse público.

Au diz que só assim se consegue “obrigar a Administração a fazer o trabalho de casa e a ser mais prudente no uso de uma grande quantia do erário público”.

Au Kam San alegou que com um regime de supervisão da aplicação do erário público, “teriam sido evitados os problemas com o metro ligeiro e o terminal marítimo de Pac On, e os casos da Viva Macau ou da Universidade de Jinan”, casos esses que envolvem o actual e anterior chefes do Executivo.

“Sabemos que há grandes lacunas na gestão das finanças públicas de Macau, pois o Governo pode emprestar o dinheiro como quer, sem controlo, e apoiar as empresas privadas e as associações dos amigos a seu bel-prazer”, afirmou Au Kam San.

“No mandato de Edmund Ho, foram 200 milhões para a Viva Macau e, no mandato de Chui Sai On, 100 milhões para a Universidade de Jinan, o que é um abuso de poder por se ocupar o cargo de Chefe do Executivo, pois não se tomou a iniciativa de efectuar um pedido de escusa. Essas lacunas não são do passado, pois ainda existem, e no futuro vão continuar a existir, se não as obstruirmos”, sublinhou.

Fátima Valente