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Criptomoeda:Pereira Coutinho acusa “aproveitamento político”
Domingo, 12/08/2018
O deputado Pereira Coutinho escusa-se a comentar o caso do negócio da criptomoeda, mas ainda assim fala “em aproveitamento político”.

“Não tenho mais nada a comentar. Está-se agora a ver um aproveitamento político por parte de algumas pessoas. Não digo muitas, mas há uma ou outra pessoa e os meios de comunicação social vão atrás”, afirmou à TDM Rádio Macau.

Na sexta-feira, a Macau News Agency noticiou que o deputado terá investido cerca de 700 mil patacas no negócio que terá lesado dezenas de investidores de Macau.

Um negócio que teve por base um seminário realizado em Janeiro deste ano nas instalações da Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau (ATFPM), presidida pelo deputado.

Questionado sobre o alegado investimento ou se iria apresentar alguma queixa, Coutinho respondeu: “Eu não vou fazer mais comentários. O assunto está encerrado. Aquilo que eu tinha a dizer aos meios de comunicação social já está dito, e ponto final parágrafo”.

Ainda assim, Pereira Coutinho apontou a mira a outros casos: “O que eu devo dizer é que esta atitude [de escrutínio de responsabilidades] também devia ser igual para com a Viva Macau e para com os 1,6 mil milhões de patacas que foram emprestados à companhia do aeroporto de Macau. Eu não vi nenhum jornal a comentar estes elevados montantes que saem do erário público, directamente da Direcção dos Serviços de Finanças para a companhia do aeroporto de Macau”.

Ao contrário do que advoga Pereira Coutinho, o caso da Viva Macau também tem feito manchetes nas últimas semanas.

Na sexta-feira, o jornal Hoje Macau escreveu que “a Sociedade do Aeroporto Internacional de Macau – CAM não tem um calendário para concluir o pagamento do empréstimo de 1,65 mil milhões de patacas concedido pelo Governo”, e que “até agora, foram pagos apenas 300 milhões de patacas de um empréstimo cedido para a construção do aeroporto”.

Fátima Valente