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Ozono manteve-se o principal poluente do ar em 2017
Sexta, 10/08/2018
O Ozono foi o principal poluente atmosférico em Macau no ano passado. Uma tendência que já se regista desde 2016. A conclusão é do relatório do Estado do Ambiente de 2017, divulgado hoje pela Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA).

A concentração de Ozono mais alta foi registada em Setembro. O relatório sobre 2017 indica que não foi definido o valor padrão de concentração média anual. Ainda assim, aponta uma “subida palpável da concentração média anual de Ozono” em relação a 2016 nas estações ambientais da Taipa e Coloane.

Os valores registados na estação ambiental da Taipa foram de 57,1 microgramas por metro cúbico (ug/m3), ou mais 26,3 por cento. Já na estação ambiental de Coloane foram de 55,4 ug/m3 (mais 16,6 por cento).

Em contrapartida, refere descidas nas estações de alta densidade habitacional de Macau (menos 4,4 por cento para 45,8 ug/m3) e da Taipa (menos 13,1 por cento para 46,6 ug/m3).

O ozono é o principal constituinte do smog fotoquímico, uma mistura de nevoeiro e poluição. A exposição a níveis baixos deste poluente pode reduzir as funções pulmonares, originando dores no peito, tosse, náuseas e congestão pulmonar.

As PM 2.5 (partículas finas inaláveis com diâmetro inferior a 2,5 mícrons) - as mais finas e suscetíveis de se infiltrarem nos pulmões - foram o principal poluente atmosférico em Macau entre 2013 e 2015.

O relatório sobre o ano passado refere melhorias a este nível, com descidas em todas as estações monitorizadas, à excepção da Estação Ambiental da Taipa (mais 4,1 por cento para 22,9 ug/m3). Não obstante, as médias anuais registadas variam entre 19,9 ug/m3 em Macau e 27,6 ug/m3 na Taipa.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda um máximo de 25 microgramas por metro cúbico de PM 2.5 para que o ar seja considerado saudável.

Já os dias com qualidade de ar classificados como “Bom” e “Moderado” tiveram uma ligeira queda em 2017. Ainda assim, foram mais de 92 por cento no número total de dias monitorizados.

Na estação ambiental da Taipa registou-se um dia com nível classificado como “muito insalubre”.

Os índices de qualidade do ar tiveram melhores resultados em Junho e Julho e foram menos satisfatórios em Dezembro.

O relatório aponta que os diversos índices ambientais de Macau em 2017 estão relativamente estáveis. No entanto, ressalva que com a recuperação económica e com o aumento do número de turistas, consumo de electricidade e água, e a quantidade de resíduos sólidos urbanos colocam grandes desafios ao ambiente.

Fátima Valente