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Assembleia: Chan e Ung querem responsabilização das chefias
Quinta, 29/03/2012

Chan Meng Kam quer um regime de responsabilização dos dirigentes e chefias da Administração, face ao que considera ser a “incompetência” do Governo. O deputado falava no período de antes da ordem do dia, no plenário de hoje na Assembleia Legislativa. Chan deu vários exemplos para sustentar a exigência – entre eles, o caso da libertação de gás tóxico, no início do mês, no edifício Kin Wa.

 

“Passada uma semana, o Governo ainda não tinha encontrado o serviço competente e, finalmente, esta responsabilidade acabou por ser atribuída ao Centro de Interserviços para Tratamento de Infiltrações de Água nos Edifícios”, disse, acrescentando que a conferência de imprensa feita então foi “ridícula”.

 

“Senti-me mal quando ouvi, nestes últimos dias, críticas e comentários”, prosseguiu o deputado. “Não deixei de procurar as razões que provocaram este problema e os casos semelhantes ocorridos nestes últimos dois anos e acabei por descobrir que a chave do problema reside na incompetência do Governo, ou seja, um problema humano.” Chan Meng Kam vincou que um caso como este salienta “a incompetência e incapacidade” dos dirigentes governamentais.

 

Na mesma linha, o colega de bancada de Chan, Ung Choi Kun fez eco de uma carta ao Chefe do Executivo, membros do Conselho Executivo e deputados, escrita por uma funcionária pública, denunciando várias situações em dois serviços.

 

“[A autora da carta] fala de fenómenos pouco saudáveis nos serviços públicos. Por exemplo, os dirigentes e chefias que contratam os seus familiares para trabalhar no próprio serviço, e colegas a fumar e a cozinhar nos gabinetes”, afirmou. Mas há mais: “A senhora afirma ainda ter trabalhado em dois serviços públicos onde os dirigentes não davam importância às suas sugestões, porque os chefes discordavam delas ou mostravam reservas face às suas opiniões”.

 

O deputado pede o aperfeiçoamento da gestão interna dos serviços, e um mecanismo de responsabilização do pessoal de direcção e chefia, mas também o reforço da consciencialização dos funcionários.