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Jogo:novos contratos reforçam obrigações sociais dos casinos
Quinta, 09/08/2018
Os futuros contratos para a exploração de jogo vão ter regras mais específicas sobre as responsabilidades sociais das operadoras, incluindo obrigações sobre a promoção da mão-de-obra local, adiantou hoje o Chefe do Executivo. A dois anos de terminarem duas das actuais licenças, Chui Sai On revelou hoje detalhes sobre o que o Governo espera da indústria.

“Pretendemos introduzir indicadores de responsabilidade para as empresas de jogo, o reforço do mecanismo e sanções, e a introdução do regime de caução. Estas matérias merecem ainda um estudo mais aprofundado, mas, em princípio, concordamos que essas condições sejam reflectidas nos futuros contratos porque, dentro das responsabilidades sociais, muito nos preocupamos com a participação das concessionárias na área da educação, caridade e trânsito”, afirmou Chui Sai On.

O Chefe do Executivo defendeu também que as operadoras estão a dar mais oportunidades aos residentes de Macau: de 2017 para este ano, indicou, o número de trabalhadores de Macau de nível médio no sector do jogo aumentou de 60 para 85 por cento.

Apesar de concordar com uma política de protecção à mão de obra local, Chui Sai On apontou para o aumento da concorrência na região e sublinhou que o mercado de Macau tem continuar competitivo: “Os resultados que conseguimos hoje têm de ser mantidos no futuro para que haja um desenvolvimento sustentável”.

O Chefe do Executivo usou como referência os resultados de 2017. No ano passado, as receitas dos casinos atingiram mais de 265 mil milhões de patacas.

Sónia Nunes