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Sulu Sou considera “normal” ataque de colegas
Quarta, 08/08/2018
Sulu Sou disse à TDM – Rádio Macau que não está surpreendido com o ataque de que foi alvo ontem no plenário da Assembleia Legislativa.

O democrata foi duramente criticado por nove deputados devido a ter defendido, no debate sobre a proposta de lei que cria o Instituto para os Assuntos Municipais, que havia mais democracia em Macau no tempo da Administração portuguesa.

Sulu Sou entende que o ataque foi “normal”: “Não foi uma surpresa. Foi uma situação normal na Assembleia Legislativa”.

A tentativa de adiar a votação sobre a nova lei das manifestações, na semana passada, foi também censurada, com Sulu Sou a ser descrito como um “radical” que desrespeitou a cultura parlamentar de Macau.

Um dos críticos do vice-presidente da Associação Novo Macau foi Kou Hoi In, que considerou Sulu Sou incapaz de aceitar a opinião da maioria, uma postura que classificou como anti-democrática, algo que foi secundado pelo grupo que incluiu os sete deputados nomeados pelo Chefe do Executivo.

Sulu Sou afirma respeitar as críticas, mas observa que são os colegas que não têm legitimidade democrática: “Respeito os princípios da democracia. O ponto principal é que a maioria respeita a minoria. Acredito que eles têm muitos lugares na Assembleia Legislativa, mas não representam os cidadãos. Julgo que são uma minoria, não podem representar os cidadãos, especialmente para atacar um deputado eleito pelo sufrágio directo. Mas irei respeitar as críticas”.

Nestas declarações, Sulu Sou garantiu que não vai mudar de atitude e que vai manter as promessas eleitorais: “Quando vencemos, prometemos aos cidadãos que queremos revitalizar a Assembleia Legislativa. Cumprimos o que prometemos”.

Sulu Sou apontou, ainda, que numa consulta pública sobre os órgãos municipais sem poder político, a Associação Novo Macau recolheu “mais de 700 opiniões” que se mostraram a favor da existência de membros eleitos pela população.

Nesse sentido, o deputado diz que foi “adequado” ter feito essa reivindicação na Assembleia Legislativa, na semana passada, quando o diploma que cria o futuro órgão sem poder político foi votado na especialidade.

Todos os membros deste órgão que vai substituir o Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais a partir de Janeiro de 2019 vão ser nomeados pelo Chefe do Executivo.

Hugo Pinto