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Regras do fundo de cooperação discutidas em breve em Pequim
Quarta, 28/03/2012

A forma de funcionamento do chamado Fundo de Cooperação para o Desenvolvimento – destinado a apoiar países de língua portuguesa - vai ser debatida em breve, em Pequim, de acordo com o embaixador de Portugal na China. Para Tadeu Soares, a criação do fundo veio dar “um passo qualitativo” no trabalho do Fórum Macau.

 

“O fundo foi o atestado de maioridade para o Fórum Macau. Obviamente, vão ser definidas agora as formas de aplicação e de acesso ao fundo - quais os programas que vão ter prioridade, como se apresentam os projectos, tudo isso vai ser agora trabalhado. Vai ter lugar uma reunião em Pequim sobre essa matéria e, depois, julgo que é uma injecção de vitaminas para o Fórum Macau”, afirmou Tadeu Soares, à margem da sétima reunião ordinária do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa.

 

Também o embaixador de Cabo Verde, Júlio Morais, considera que este é um novo momento do Fórum, que se vai tornar mais evidente em Junho, com 8º Encontro de Empresários China-Países de Língua Portuguesa, que vai decorrer na Ilha do Sal. “O importante é aproveitar todos os momentos [...] para ver se aprofundamos um pouco mais esta matéria, ter um encontro do grupo de trabalho sobre investimentos, começar a seleccionar projectos. Temos de avançar. [...] Penso que, com base nos resultados e nas conquistas passadas, estamos no momento de dar o salto, de facto, qualitativo - para isso é que o Fórum foi criado”, afirmou o diplomata.

 

Os projectos em que Cabo Verde está interessado são do âmbito das infra-estruturas, nomeadamente portos, aeroportos, zonas de desenvolvimento industrial, turismo, energias renováveis e telecomunicações. Já o embaixador do Brasil, António Castro, refere que o país está já a trabalhar nalgumas áreas específicas, tendo na mira a aplicação do fundo de cooperação, ontem apresentado.

 

“Estamos a pensar em infra-estruturas, telecomunicações, tecnologia agrícola. É o que temos, até ao momento, trabalhado. E, eventualmente, a indústria de transformação. Por exemplo: a indústria de calçados, em que a China é muito poderosa em termos de capacidade de produção, e onde o Brasil é muito importante em termos de tecnologia”, adiantou António Castro.