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Autoridade Monetária volta a alertar sobre criptomoedas
Segunda, 06/08/2018
A Autoridade Monetária voltou a alertar os residentes para que tenham “cuidado com eventuais fraudes” relacionadas com as moedas virtuais, “ou mesmo com a possibilidade de serem implicados na prática de actividades criminosas”.

Os avisos da Autoridade Monetária surgiram num comunicado enviado, hoje, depois de ter sido noticiado, no último fim-de-semana, que as autoridades de Macau e Hong Kong estão a investigar um alegado caso de fraude ligado a uma criptomoeda que terá lesado cerca de 70 pessoas aqui no território, entre as quais a conselheira das comunidades portuguesas, Rita Santos, e o filho, que também são responsabilizados por um dos investidores.

À TDM – Canal Macau, a Polícia Judiciária (PJ) disse estar a investigar o caso que envolve um empresário de Hong Kong, Dennis Lau, que angariou em Macau investidores para um projecto de exploração de uma criptomoeda, alegadamente com promessas de rendimentos que chegavam a 25 por cento ao mês.

Pelos menos dois dos cerca de 70 lesados em Macau já apresentaram queixa à PJ, após terem investido 1,7 milhões de dólares de Hong Kong sem o retorno prometido.

Segundo a Autoridade Monetária, “a moeda virtual é uma ‘mercadoria virtual’, ou seja, não é uma moeda legal, nem um instrumento financeiro, pelo que os residentes em geral devem ter cuidado com eventuais fraudes que essa moeda virtual possa envolver, ou mesmo com a possibilidade de serem implicados na prática de actividades criminosas”.

A Autoridade Monetária recorda, ainda, que “já emitiu um aviso oficial a todos os bancos e instituições de pagamentos locais, no sentido de não participarem nem providenciarem, directa ou indirectamente, quaisquer serviços financeiros relacionados com a moeda virtual, incluindo serviços financeiros onde seja adoptada a mercadoria virtual como moeda de pagamento”.

Hugo Pinto