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IACM considera viável alojar galgos em residências privadas
Terça, 31/07/2018
A Yat Yuen apresentou hoje ao Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM) uma nova proposta relativa ao alojamento dos galgos que foi considerada exequível pelo organismo.

Em comunicado, o IACM diz ter considerado “viável o plano de ‘habitação residencial’” sugerido pela empresa, “decidindo autorizar a prorrogação do prazo de reclamação dos galgos por 60 dias”. Ou seja, a Yat Yuen deve reclamar um total de 533 galgos no Canídromo até 29 de Setembro.

Segundo o IACM, a Yat Yuen pretende utilizar “11 imóveis privados, servidos de um estabelecimento, para o alojamento dos galgos, bem como a disponibilização dos funcionários e associações de protecção dos animais na prestação dos cuidados aos cães”.

São necessárias obras, e daí, de acordo com o IACM, a prorrogação do prazo de reclamação dos galgos até 29 de Setembro.

O comunicado adianta, ainda, que a Yat Yuen prometeu que vai cumprir os requisitos do IACM, nomeadamente a vacinação anti-rábica e a esterilização dos animais.

O prazo de sete dias para a reclamação dos cães terminava hoje, sob pena de a empresa ser multada por abandono.
De acordo com a lei de protecção dos animais, a reclamação pode, no entanto, ser adiada se houver um pedido nesse sentido – foi o que a Yat Yuen fez, ainda na semana passada.

Na altura, no pedido ao IACM para adiar a reclamação dos animais, a Yat Yuen incluiu um plano para realojamento dos galgos num edifício industrial desocupado, no Pac On. É um projecto conjunto com a Anima – Sociedade Protectora dos Animais, e foi apresentado na sexta-feira.

As duas partes anunciaram a construção de um Centro Internacional de Realojamento de Galgos com o objectivo de manter o espaço em funcionamento mesmo depois de todos os cães do canídromo serem adoptados, acolhendo outros animais.

Ao que a Rádio Macau apurou, a Yat Yuen já entregou ao Governo um pedido para alterar a finalidade do edifício do Pac On e avançar com o projecto.

No plano apresentado ao IACM, empresa ofereceu alternativas ao Centro para garantir o realojamento dos galgos.

Hugo Pinto