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Língua e diplomacia cultural na Universidade de Macau
Quarta, 28/03/2012

A língua pode ser um instrumento decisivo no entendimento entre povos, defende o professor universitário José Carlos Almeida Filho. O docente da Universidade de Brasília entende que tanto no ensino como no processo de elaboração de material pedagógico deve ser tido em consideração o quanto um idioma pode ajudar a vencer o desconhecimento.

 

O tema é analisado esta tarde, numa conferência na Universidade de Macau. A diplomacia cultural, salienta o linguista à Rádio, foge às regras comuns, é mais flexível e simpática, e promotora de boas relações. Permite uma “proximidade produtiva” que vai além de intenções económicas, porque antes dos negócios está a cultura, indissociável da língua.

 

“Nenhuma língua pode ser aprendida sem a presença cultural do que ela representa, do que está nela. Toda a língua já é uma representação cultural, não se pode fugir disso, não há um mundo fora disso”, aponta.

 

Esta representação cultural que se apreende através da língua facilita o acesso ao mundo do outro. “E para entrar no mundo do outro, a gente tem de ter uma preparação, uma atitude de respeito, de cuidado, de aproximação simpática, uma vontade de conhecer”, salienta. “Ao fazermos isso, não só temos bons produtos no resultado da aprendizagem da língua, como temos também um produto muito importante que é essa formação para o bem-estar, para a paz.”

 

Os idiomas podem ajudar a acabar com papões, e também com ameaças e conflitos. O ensino da língua portuguesa tem um papel a desempenhar num mundo em que a lusofonia cada vez mais comunica com universos distantes como a China. A palestra de Almeida Filho começa às 18h.